A desembargadora Maria Erotides Kneip vai deixar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso após atingir a idade limite para permanência no serviço público. A aposentadoria foi oficializada nesta terça-feira (2) por meio de ato assinado pelo presidente do TJ-MT, desembargador José Zuquim, e publicado no Diário da Justiça Eletrônico.
Maria Erotides completa 75 anos nesta quinta-feira (4), idade que determina a aposentadoria compulsória dos magistrados.
Com a saída da desembargadora, o Tribunal de Justiça deverá iniciar nos próximos dias o processo para escolha do sucessor. A vaga será disputada por juízes de carreira e preenchida pelo critério de merecimento.
A magistrada ingressou na carreira em 1985 e chegou ao cargo de desembargadora em 2011. Ao longo de sua trajetória, atuou em diversas comarcas do Estado e construiu grande parte da carreira em Várzea Grande, onde presidiu o Tribunal do Júri por quase duas décadas.
No TJ-MT, também ocupou cargos importantes na administração da Corte, entre eles os de corregedora-geral da Justiça e vice-presidente do tribunal.
Nos últimos anos, ganhou destaque pela atuação em defesa dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica. Atualmente, preside a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT).
Durante as últimas sessões antes da aposentadoria, Maria Erotides recebeu homenagens de desembargadores, juízes e servidores, que destacaram sua contribuição ao Judiciário mato-grossense ao longo de mais de 40 anos de carreira.
O nome da magistrada também já foi citado em articulações políticas nos bastidores de Mato Grosso. Nos últimos anos, ela chegou a ser cogitada para disputar cargos eletivos, incluindo a Prefeitura de Várzea Grande.
Questionada sobre uma eventual candidatura após deixar a magistratura, Maria Erotides não confirmou planos políticos, mas garantiu que pretende continuar atuando em defesa das mulheres.
“Eu vou continuar a trabalhar pelas mulheres. Isso eu tenho certeza”, afirmou.


























