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DIA DA DANÇA

Cururu e Siriri agora são patrimônio de Cuiabá; entenda o que muda

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Duas das manifestações culturais mais tradicionais de Mato Grosso agora têm reconhecimento oficial como patrimônio histórico e cultural imaterial de Cuiabá. Sancionada em 2025, a Lei Municipal nº 7.339 instituiu o Siriri e o Cururu como bens culturais da capital, em uma medida que busca fortalecer políticas de preservação, apoio aos grupos tradicionais e promoção dessas expressões populares.

A legislação, de autoria do vereador Eduardo Magalhães, reconhece a importância histórica, social e identitária das duas manifestações, profundamente ligadas à formação cultural cuiabana.

Mas o que, de fato, representam o Cururu e o Siriri?

O Siriri é uma dança popular marcada pelo ritmo, pela roda e pela interação entre música e movimento. Com influências indígenas, africanas e ibéricas, a manifestação é conhecida pelo sapateado, palmas e cantorias, além do colorido das vestimentas e da força visual das apresentações.

Já o Cururu é uma expressão mais ligada à música e à oralidade. Tradicionalmente executado por cururueiros, reúne versos improvisados, desafios cantados e toadas acompanhadas por instrumentos como a viola de cocho e o ganzá. Historicamente associado às festas de santos e tradições rurais, é considerado um dos símbolos mais antigos da cultura regional.

O reconhecimento como patrimônio imaterial significa que essas manifestações passam a ter respaldo jurídico para políticas públicas de proteção. Diferentemente do patrimônio material — como prédios ou monumentos — bens imateriais dependem da transmissão entre gerações para sobreviver.

E é justamente aí que está um dos alertas.

Pesquisadores apontam que tanto o Cururu quanto o Siriri enfrentam desafios como a perda de interesse entre jovens, transformações provocadas pela modernização e adaptações feitas para dialogar com novos públicos. Em alguns casos, há temor de descaracterização das tradições originais.

Nesse cenário, o reconhecimento oficial é visto como uma ferramenta para garantir continuidade.

A iniciativa também reforça ações de valorização já em curso, como o tradicional Festival de Cururu e Siriri, realizado anualmente e considerado um dos principais espaços de difusão dessas manifestações.

Mais do que um título simbólico, a nova lei busca assegurar proteção cultural, fortalecer grupos tradicionais e manter vivas expressões que ajudam a contar a história de Cuiabá.

Porque, para além da dança e da música, Cururu e Siriri são memória, identidade e patrimônio de um povo.

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