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CUSTOS SOBEM

Com produção recorde, Mato Grosso reforça protagonismo no agronegócio

Analista do Imea, Henrique Eggers / Foto: Thiago Rocha (Parecis SuperAgro)

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Mato Grosso deve registrar a maior safra de soja da história no ciclo 2025/26, com estimativa de 51,56 milhões de toneladas. O resultado reforça a liderança do estado na produção nacional e é impulsionado, principalmente, pela expansão da área plantada, que chegou a 13,013 milhões de hectares.

Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apresentados a partir de levantamentos realizados diretamente nas lavouras. Ao longo de 71 dias, técnicos percorreram mais de 34 mil quilômetros, com 998 análises em 103 municípios, cobrindo cerca de 97,92% da área cultivada de soja no estado.

Apesar do volume recorde, a produtividade média foi estimada em 66,03 sacas por hectare, ligeiramente abaixo do ciclo anterior. Ainda assim, o aumento da área garantiu o crescimento da produção total.

Durante as visitas técnicas, foram avaliados indicadores como população de plantas, número de vagens e grãos, peso e umidade, além da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas. Um dos pontos de atenção identificados foi o aumento de grãos avariados, que cresceu 3,4% em relação à safra passada e impacta diretamente o rendimento final.

As condições climáticas ao longo do ciclo também influenciaram o desempenho das lavouras. Houve registro de déficit hídrico no início do plantio em algumas regiões, seguido por excesso de chuvas na fase final, o que comprometeu a qualidade dos grãos em determinadas áreas.

No milho segunda safra, o cenário é de alerta moderado. O excesso de chuvas em fevereiro atrasou a colheita da soja e, consequentemente, o plantio do milho. Segundo o levantamento, cerca de 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal, área superior à registrada no ano passado.

A estimativa para o milho é de 51,72 milhões de toneladas, com produtividade média projetada em 116,6 sacas por hectare. No entanto, o desempenho ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas, especialmente das chuvas previstas para o fim de abril e início de maio.

Outro fator que pressiona o setor é o aumento nos custos de produção. Para a safra 2026/27, a projeção indica alta de 4,70% no custo da soja, chegando a R$ 8.037,13 por hectare. No milho, o custo estimado é de R$ 7.303,96 por hectare, com aumento de 8,59%.

Com despesas mais elevadas e cenário climático incerto, a rentabilidade tende a ficar mais apertada para o produtor. A possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño também é apontada como fator de risco, com potencial de trazer maior instabilidade nas chuvas.

Mesmo diante desses desafios, os dados indicam continuidade no avanço da produção agrícola em Mato Grosso. A combinação entre ganho de escala, tecnologia e capacidade de adaptação mantém o estado em posição de destaque no agronegócio brasileiro.

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