O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), se manifestou nesta segunda-feira (30) sobre a destituição de Mauro Carvalho do comando estadual do PRD, cargo que ocupava na presidência da sigla no Estado. Mendes adotou um tom direto e crítico, afirmando que a decisão não foi espontânea e insinuando que houve movimentações nos bastidores com objetivos políticos.
“Alguém foi lá, pelo que me consta, comprou um partido, alguém vendeu o partido, porque esse movimento de última hora é sempre assim, a velha política ela sempre aparece. Vamos ver onde vai estar a digital, quem é que comprou, quem é que vendeu”, declarou o governador, deixando claro que, para ele, foi um movimento estranho e que não existia motivos para uma decisão como essa. Ele ainda disse que houve articulação estratégica por trás do ato.
Mendes, embora tenha evitado apontar nomes, acrescentou: “Eu não vou acusar, mas que tem urubu nesse buraco, tem”, declarou.
O parlamentar ainda ressaltou que isso não afeta seus planos políticos e que não o atinge de forma direta: “Isso não me atinge, se era para me atingir eu não consigo entender que movimento era esse, mas certamente criou um transtorno. Eu sempre trabalho com planos A, B e C, e lançamos já o plano B”, destacou o governador.
O governador enfatizou também que o movimento foi muito estranho e precisa de explicação: “Um partido que estava montado, com a chapa robusta, de repente faz uma implosão dessa. De última hora é alguém ir lá fazer um acordo de bastidores, e rolam muitos interesses ali, até financeiros, e saem essas confusões de última hora”, disse.
Nos bastidores, há expectativa de que alguns nomes sejam direcionados para partidos aliados, como União Brasil, Podemos e PSDB, de acordo com as negociações em andamento. Mendes destacou que, mesmo deixando o governo nesta terça-feira (31) para disputar uma vaga no Senado, continuará acompanhando o cenário político de perto.



























