As investigações sobre a morte da adolescente de 17 anos em Cuiabá revelam um histórico criminal do casal suspeito do crime. Segundo a Polícia Civil, o irmão da vítima e a companheira dele já cometeram delitos juntos antes do feminicídio.
O caso foi detalhado durante coletiva de imprensa realizada nesta semana pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com a delegada Jéssica Cristina de Assis, os dois possuem passagens pela polícia e já atuaram em conjunto em crimes patrimoniais.
“Eles já cometeram diversos delitos patrimoniais em coautoria. Inclusive, isso foi revelado pela própria suspeita no início das investigações, que afirmou que os crimes eram praticados para levantar dinheiro”, disse.
Ainda conforme a delegada, o principal suspeito, irmão da vítima, já foi condenado por um homicídio ocorrido em 2020. Há também suspeitas levantadas pela família sobre possível envolvimento dele em outro crime, mas sem comprovação.
RELEMBRE O CASO
A vítima, de 17 anos, foi encontrada morta no dia 11 de março, em um córrego no bairro Três Barras, na capital.
O irmão dela, Marcos Pereira Soares, foi preso no dia seguinte, suspeito de estuprar, matar e ocultar o corpo da adolescente.
Já a companheira dele, Mariane Mara da Silva, foi presa na última quinta-feira (26), após o avanço das investigações apontar possível participação no crime.
Segundo o delegado Caio Albuquerque, os indícios indicam que o crime foi cometido dentro do núcleo familiar.
“Os autores estão nesse núcleo familiar. Os indícios convergem para o irmão e sua companheira”, afirmou.
MOTIVAÇÃO E COMPORTAMENTO
As investigações apontam que o crime pode ter sido motivado por ciúmes. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita tinha um relacionamento conturbado com a vítima e outras mulheres da família.
A mãe da adolescente relatou comportamento controlador por parte da investigada, além de conflitos frequentes.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento da suspeita antes e depois do crime. Segundo a delegada, ela apresentou contradições, tentou obter informações sobre o andamento da investigação e teria demonstrado conhecimento prévio de detalhes do crime.
Vestígios materiais também reforçam a suspeita. Uma peça de roupa da investigada teria sido usada para estrangular a vítima, segundo a perícia.
Além disso, os depoimentos do casal apresentam versões conflitantes. Durante acareação, os dois passaram a se acusar mutuamente.
INVESTIGAÇÃO SEGUE
A Polícia Civil trata o caso como feminicídio e ainda apura a dinâmica do crime e o grau de participação de cada envolvido.
“A investigação ainda não está fechada. Precisamos entender como tudo aconteceu”, afirmou a delegada.
Os dois suspeitos permanecem presos, e a DHPP segue com diligências para a conclusão do inquérito.

























