Com a intensificação das chuvas em março, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta a população sobre o aumento da presença do caracol-gigante-africano (Lissachatina fulica), popularmente conhecido como caramujo africano. O período chuvoso cria condições ideais para que os moluscos saiam de seus esconderijos, se alimentem e se multipliquem.
Embora o risco de transmissão de doenças seja considerado baixo no Brasil, o caramujo africano pode ser hospedeiro de parasitas capazes de causar enfermidades em humanos, como a meningite eosinofílica, causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis, e a angiostrongilíase abdominal, provocada pelo Angiostrongylus costaricensis. A contaminação pode ocorrer acidentalmente, por ingestão de muco presente em hortaliças mal higienizadas ou pelo contato direto com o molusco.
A SMS reforça que nunca se deve tocar diretamente no caramujo nem ingerir o animal. Para o controle da espécie, recomenda-se a catação manual, utilizando luvas descartáveis ou sacos plásticos, preferencialmente no início da manhã ou ao entardecer. Após a coleta, os caramujos devem ser mergulhados em solução de água com sal por cerca de três horas, antes do descarte com a concha quebrada, evitando a proliferação de ovos.
A prática de espalhar sal diretamente no solo é desaconselhada, pois provoca salinização, prejudica plantas, gramados e microrganismos essenciais ao equilíbrio ambiental, além de não eliminar os ovos.
Além disso, a higienização de alimentos é fundamental. Hortaliças, frutas e legumes devem ser lavados em água corrente e deixados de molho por 15 a 30 minutos em solução com água sanitária (uma colher de sopa para cada litro de água), seguindo as recomendações da Anvisa, antes de enxaguar novamente.
Para prevenir a proliferação do caramujo africano, a SMS orienta que quintais, terrenos e áreas externas sejam mantidos limpos, sem lixo, entulhos ou excesso de matéria orgânica, locais que favorecem a reprodução do molusco. Imóveis abandonados ou terrenos com vegetação alta podem ser denunciados à Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP) pelo sistema oficial no site da prefeitura.
O controle da espécie depende da participação de toda a comunidade. Pequenas ações de prevenção e limpeza ajudam a reduzir a presença do caramujo e proteger a saúde da população.
Em caso de dúvidas, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pode ser contatado pelo telefone (65) 3318-6059 ou pelo e-mail [email protected].





























