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ALERTA VERMELHO

Mato Grosso registra quase 4 mil acidentes com animais peçonhentos em 2025

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) emitiu um alerta à população diante do elevado número de acidentes com animais peçonhentos registrados no Estado. Somente em 2025, já foram contabilizados 3.860 casos, com predominância de ocorrências em áreas urbanas e maior incidência entre homens.

Os escorpiões lideram o ranking, com 1.930 registros, o que representa 50% do total de acidentes. Em seguida aparecem os casos envolvendo serpentes, com 1.066 ocorrências (27,6%), aranhas, com 299 registros (7,8%), outros animais peçonhentos, com 298 casos (7,7%), e abelhas, responsáveis por 217 acidentes (5,6%). A maioria das vítimas é do sexo masculino (57%), e 54% dos casos ocorreram em áreas urbanas.

Até o momento, foram confirmados 10 óbitos no ano passado, sendo nove causados por acidentes com serpentes e um por picada de abelha. Outros dois óbitos ainda estão em investigação.

Comparativo com 2024

Em 2024, Mato Grosso registrou 3.345 atendimentos relacionados a acidentes com animais peçonhentos. Os escorpiões também lideraram naquele ano, com 1.474 casos (44,1%), seguidos pelas serpentes (1.197 ocorrências – 35,8%). Aranhas somaram 267 casos (8,0%), outros animais 223 (6,7%) e abelhas 128 registros (3,8%).

No mesmo período, foram contabilizados 10 óbitos, sendo seis por acidentes com serpentes, três com aranhas e um com abelha.

Capacitação e prevenção

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-MT, Alessandra Moraes, a Secretaria intensificou, no ano passado, a capacitação das equipes de saúde para melhorar a resposta aos acidentes.

“Foram realizadas sete capacitações em identificação de aranhas e escorpiões, com 175 servidores de 53 municípios capacitados. No mesmo período, foram identificados 242 exemplares de animais peçonhentos encaminhados pelas prefeituras”, destacou.

Segundo ela, novas ações estão previstas para este ano.

“Vamos promover capacitações em diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos voltadas a médicos e enfermeiros, em parceria com o Ministério da Saúde, além de treinamentos em identificação desses animais para municípios ainda não contemplados”, afirmou.

O que fazer em caso de picada

A coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental da SES-MT, Marlene Barros, reforça que, em caso de picada, a orientação é agir rapidamente e evitar práticas caseiras.

“O local deve ser higienizado apenas com água e sabão neutro. Se possível, o morador pode fotografar o animal ou relatar o máximo de características ao profissional de saúde”, explicou.

Ela alerta que não se deve amarrar o local, fazer torniquete, cortar, sugar, queimar ou aplicar cremes e pomadas.

“É fundamental buscar atendimento imediato na unidade hospitalar de referência. O tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, completou.

Cuidados e orientações à população

Para reduzir os riscos, a SES orienta que a população mantenha quintais e jardins limpos, evite o acúmulo de entulhos, sacuda roupas e calçados antes de usar, vede frestas, ralos e buracos, afaste camas e berços das paredes e utilize telas de proteção em ralos e janelas.

A Secretaria também recomenda que os municípios realizem busca ativa e controle de escorpiões, mantenham os estoques de soro antiveneno atualizados, capacitem as equipes de saúde conforme os protocolos do Ministério da Saúde e ampliem a divulgação de materiais educativos à população.

Locais de atendimento

https://www.saude.mt.gov.br/storage/files/5rFAfcnzKoKbeOsyZr10K8UVzrKRan4L28pNdzSj.pdf

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