

Apenas quatro mulheres figuram na lista dos 194 criminosos mais procurados do Brasil, e duas delas são de Mato Grosso. Os nomes de Carolina Gomes de Brito e Marítssa Ingridy da Silva Rodrigues constam no Programa Captura, lançado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com o objetivo de localizar e prender foragidos considerados de alta periculosidade em todo o país.
Carolina Gomes de Brito, de 38 anos, é conhecida pelos apelidos DBX, Katleia, Debochada ou Isabelle. Ela é apontada como liderança de uma das facções criminosas mais atuantes em Mato Grosso e responde a pelo menos três ações criminais relacionadas ao comando do tráfico de drogas no município de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. Segundo as investigações, Carolina tem envolvimento direto com crimes ligados à organização criminosa.
Já Marítssa Ingridy da Silva Rodrigues, de 24 anos, conhecida como Jheny, Maribomba ou Rapunzel, é acusada de comandar uma facção criminosa e de ordenar homicídios em Sorriso, a 398 km da capital. Ela também responde por tráfico de drogas e é considerada uma das principais lideranças criminosas em atuação na região norte do estado.
Além das duas mato-grossenses, completam a lista feminina de foragidas Yasmin Lorranne Oliveira Santos, de 24 anos, do Tocantins, e Deuzirene Cardoso Silva, de 52 anos, de Roraima. A relação divulgada pelo Ministério da Justiça traz foto, nome completo, apelidos, CPF e data de nascimento das procuradas.
Entre os criminosos mais perigosos de Mato Grosso, que integram a lista nacional — que reúne 216 nomes indicados pelos estados — estão ainda Gilmar Reis da Silva (Vovozona), Jonas Souza Gonçalves Júnior (Batman ou Corona), Leonardo Dias de Araújo (Gibi), Pedro César de Jesus (Azulão), Tiago Teixeira da Silva (Matemático) e Rafael Amorim de Brito.
Gilmar Reis da Silva, por exemplo, fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, em abril deste ano. Ele é apontado como liderança do crime organizado no sul de Mato Grosso e possui antecedentes por homicídio.
Jonas Souza Gonçalves Júnior é identificado como uma das lideranças e responsável pela tesouraria de uma facção criminosa no estado. Ele já foi alvo de diversas operações policiais e responde por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Já Rafael Amorim de Brito é procurado por ser acusado de assassinar o sargento da Polícia Militar Odenil Alves, com um tiro na cabeça, em maio de 2024, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá.
Os demais foragidos listados possuem antecedentes que incluem organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, homicídio e roubo, entre outros crimes. De acordo com o Ministério da Justiça, os nomes são indicados pelos governos estaduais como parte da estratégia nacional de enfrentamento às organizações criminosas e fortalecimento da segurança pública no país.


























