Os dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) mostram que, entre julho de 2024 e julho de 2025, a frota de veículos em Mato Grosso cresceu de 2.696.682 para 2.825.443 unidades. Apesar de ser considerado o “coração do agronegócio brasileiro” e de possuir alta produção de etanol, os motoristas mato-grossenses seguem abastecendo, em sua maioria, com gasolina, enquanto o álcool (etanol) mantém participação menor.
Em julho de 2024, a gasolina representava 35,71% da frota, com 946.561 veículos. Já o etanol tinha 49.333 veículos, apenas 1,83% do total. Um ano depois, em julho de 2025, a frota a gasolina subiu para 966.897 veículos (34,22%), enquanto o etanol cresceu levemente para 49.226 veículos (1,74%).
Ou seja, mesmo com um aumento no número absoluto de veículos a álcool, a participação percentual caiu, indicando que a expansão da frota favorece a gasolina.
Situação na capital
Cuiabá concentra a maior quantidade de veículos flex, mas também segue a tendência estadual: em 2025, 161.934 veículos a gasolina contra apenas 14.536 a álcool. Cenário semelhante é visto em Rondonópolis e Várzea Grande.
Já nos municípios do interior, responsáveis por 66% da frota estadual, a gasolina também domina: 634.394 veículos em 2024, subindo para 634.755 em 2025. O etanol, por outro lado, representa 26.485 veículos nessas localidades.
Especialistas apontam que o alto consumo de gasolina, mesmo em um estado que é grande produtor de cana e etanol, está ligado a dois fatores:
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Diferença de preço e rendimento: a gasolina costuma ser mais vantajosa no consumo por quilômetro rodado, principalmente em estradas longas, comuns no estado.
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Perfil do motorista mato-grossense: boa parte da frota é composta por caminhonetes e SUVs, veículos que tradicionalmente consomem mais gasolina ou diesel.
Diesel em alta
Outro destaque é o diesel, combustível predominante no transporte e na frota ligada ao agronegócio. Ele subiu de 333.281 veículos em 2024 (12,40%) para 348.387 em 2025 (12,33%), mantendo participação estável, mas com crescimento absoluto.
Mesmo sendo um dos principais produtores de etanol do Brasil, Mato Grosso não reflete esse cenário no abastecimento de sua frota. O levantamento revela que a gasolina segue como o combustível mais utilizado, o etanol tem participação tímida e o diesel mantém força por conta do agronegócio e do transporte pesado.






























