Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
PREJUÍZO DE R$ 2 MILHÕES

Polícia mira quadrilha que usava OLX para aplicar golpes e prende 19 por estelionato

Investigações apontam que grupo aplicou mais de 370 golpes em plataformas digitais
Polícia Civil-MT

publicidade

Um grupo criminoso é investigado por envolvimento em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro, que resultaram em um prejuízo superior a R$ 2 milhões às vítimas. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Estelionato de Cuiabá, deflagrou na manhã desta terça-feira (18), a Operação Tertius, com o objetivo de desarticular a organização.

Ao todo, foram cumpridas 155 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. Entre elas estão 19 mandados de prisão preventiva, 55 de busca e apreensão domiciliar, 31 medidas cautelares diversas de prisão, como a instalação de tornozeleiras eletrônicas, além de 50 bloqueios de contas bancárias dos investigados.

Início das investigações

As apurações começaram em julho de 2022, após uma denúncia anônima sobre uma residência no bairro CPA 3, em Cuiabá, que estaria funcionando como escritório para aplicação de golpes. No local, os criminosos atuavam no chamado “golpe do falso intermediário”, utilizando plataformas de compra e venda na internet.

De acordo com a polícia, o grupo chegou a publicar mais de 370 anúncios fraudulentos, atingindo 3.445 contas de usuários. O esquema tinha uma estrutura organizada e divisão de funções, o que facilitava a prática das fraudes e a lavagem de capitais, além de indícios de ligação com uma facção criminosa.

Como funcionava o golpe

Os criminosos copiavam anúncios legítimos de veículos em plataformas como OLX e Facebook Marketplace. Utilizando as fotos e especificações originais, criavam anúncios falsos, oferecendo preços abaixo do mercado para atrair vítimas.

Após o contato inicial pelo WhatsApp, os golpistas se passavam por intermediários da negociação e usavam técnicas de convencimento psicológico, induzindo as vítimas a realizarem transferências via PIX para contas de terceiros, os chamados “laranjas”. Assim que o dinheiro era recebido, a comunicação era encerrada.

Desarticulação e continuidade do crime

Em julho de 2022, durante cumprimento de mandado no endereço denunciado, oito pessoas foram presas em flagrante enquanto aplicavam golpes. A análise de celulares e dados financeiros revelou que a organização era composta por mais de 50 integrantes e movimentava valores incompatíveis com a renda declarada.

Mesmo após as prisões, o grupo continuou atuando, realizando publicações fraudulentas inclusive em 2025, o que reforça a persistência da organização criminosa e a necessidade da operação deflagrada nesta terça-feira.

A Polícia Civil segue investigando os envolvidos para identificar todos os responsáveis e o possível vínculo do grupo com facções criminosas em Mato Grosso.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

publicidade

publicidade

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x