A Escola Estadual de Tempo Integral Carlos Hugueney, em Alto Araguaia, passou a integrar oficialmente o modelo cívico-militar da rede estadual de ensino. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Educação de Mato Grosso, Alan Porto.
Porto afirmou que a alteração não se limita a questões administrativas e que a proposta busca oferecer mais organização, valores e estrutura para o desenvolvimento dos alunos.
Além da mudança no modelo de gestão, a Secretaria de Estado de Educação investirá R$ 4,6 milhões na reforma e ampliação da unidade. Entre as obras previstas estão a construção de um bloco administrativo, pórtico de entrada, quadra poliesportiva e vestiário.
A diretora da escola, Elizabeth Paes Teixeira, explicou que a metodologia e o corpo docente permanecem os mesmos da rede regular, mas com reforço disciplinar. Atualmente, dois militares da reserva atuam no monitoramento do pátio e no controle de entrada e saída dos estudantes, e um terceiro deve se integrar nos próximos dias.
O início da adoção do modelo ocorre dias após o episódio que colocou a escola no centro de uma polêmica. No início do mês, uma aluna de 12 anos foi agredida dentro do prédio por colegas, que utilizaram tapas, murros e até um cabo de vassoura.
De acordo com a Polícia Civil, as autoras fazem parte de um grupo com mais de 20 integrantes que seguia regras semelhantes às de facções criminosas. As agressoras, que já teriam atacado outras quatro alunas, foram internadas.




























