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CASO DE COMOÇÃO NACIONAL

“A pena deve superar 120 anos”, prevê acusação para autor de chacina em Sorriso

Advogado pede que réu por estupro e feminicídio cumpra ao menos 40 anos em regime fechado

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O advogado Conrado Pavelski Neto, assistente de acusação no julgamento de Gilberto Rodrigues dos Anjos, declarou, nesta quinta-feira (7), durante sessão do Tribunal do Júri em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), que a expectativa é de uma sentença que supere 120 anos de prisão. Segundo ele, o objetivo é garantir que o réu cumpra, no mínimo, 40 anos em regime fechado.

A acusação representa Régis Cardoso, esposo e pai das quatro vítimas: uma mulher e suas três filhas, mortas em novembro de 2023. Gilberto responde por quatro homicídios qualificados e três estupros de vulnerável.

Conrado destacou que, mesmo diante das limitações legais para o tempo máximo de reclusão em regime fechado, a expectativa da acusação é que a pena aplicada atinja a maior extensão possível. “Que ele pelo menos fique esses 40 anos em regime fechado, porque a pena com certeza superará os 120 anos, isso pensando muito baixo”, afirmou.

“A previsão de finalizar ainda hoje, e que saia a sentença, que Gilberto seja condenado pela pena máxima em todos os crimes a ele imputados. Que dentre aquele tempo que a justiça determina que uma pessoa possa cumprir o fechado, que ele pelo menos fique esses 40 anos em regime fechado, porque a pena é com certeza superará os 120 anos, isso pensando muito baixo”, declarou.

Gilberto Rodrigues dos Anjos participa do julgamento por videoconferência, direito garantido por lei, mas lamentado por representantes das vítimas. A ausência física, segundo o advogado, impediu que o réu presenciasse o repúdio social aos crimes que lhe são atribuídos.

“Queríamos que ele visse o desprezo das pessoas com o que ele cometeu. É uma pessoa que, enfim, pelo histórico dele, talvez nem sinta. Porque não é possível que um ser humano, se assim pode ser chamado, tenha cometido tudo o que ele cometeu nesse caso”, frisou Conrado Pavelski Neto.

O júri, presidido pelo juiz Rafael Deprá Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso, segue ainda nesta quinta-feira e pode encerrar com a sentença.

Régis Cardoso acompanha o julgamento, mas optou por não assistir às imagens exibidas durante a sessão, consideradas de extrema violência.

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