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SAFRA NO NORTÃO

'Todos os produtores estão contentes com a produção', diz Roberto Dorner sobre colheita de milho

Prefeito destaca bons resultados no campo e cobra ferrovia para reduzir custos com frete

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A segunda safra da colheita do milho segue acelerada em Sinop, no norte de Mato Grosso, com produtividade acima da média e expectativas positivas dos produtores. Segundo o prefeito da cidade e também produtor rural, Roberto Dorner (PL), 75% da sua área plantada já foi colhida. Foram mais de 631 mil sacas em 5.245 hectares — uma média de 120 sacas por hectare.

“Ela tá rendendo bem. Acho que todos os produtores rurais da região estão contentes com a produção que a safrinha tá nos proporcionando”, declarou Dorner. “Porém, o preço não tá ajudando muito, mas as variedades que a gente plantou estão rendendo bem”, disse o prefeito em entrevista exclusiva ao SBT Cuiabá.

Em algumas propriedades, a colheita já foi concluída. É o caso do produtor Raul Pronielli, que finalizou a colheita dos seus 230 hectares e agora aguarda o melhor momento para comercializar o grão.

“Isso é a lógica, né? A gente mantém estocado porque normalmente o milho reage melhor em preço nos meses seguintes. Agora, na safra, o valor cai. A expectativa é que até outubro ou novembro a gente consiga vender por um preço melhor”, explica Raul.

Segundo estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produção de milho neste ano deve crescer 10,23% em relação ao ciclo passado. A comercialização também avança: cerca de 50% da safrinha já foi vendida no estado, com a saca cotada, em média, a R$ 42,55 — uma leve queda em relação ao mês anterior.

Apesar do forte desempenho do setor, que deve movimentar mais de R$ 34 bilhões em Mato Grosso, o custo com frete continua sendo um desafio para o produtor. Para Dorner, é fundamental acelerar a construção da ferrovia na região.

“Nós temos rotas de escoamento para Miritituba, para Rondonópolis e também o consumo interno com a nossa empasa aqui. O problema não é escoamento, é o custo dele. Precisamos da ferrovia. Quanto mais cedo ela for construída, mais o agricultor vai ganhar, porque o frete vai baratear”, defendeu o prefeito.

A expectativa agora é que a produtividade se mantenha até o fim da colheita, enquanto os produtores observam o mercado à espera de melhores condições para negociar.

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