Dois reeducandos fugiram da Penitenciária Central do Estado (PCE) no início deste mês, reacendendo o debate sobre a política de trabalho extramuros adotada em Mato Grosso. Apesar do episódio, o governador Mauro Mendes (União) reafirmou que o programa de ressocialização não será interrompido e pediu cautela antes de responsabilizações.
Henrique Darlan de Oliveira Mello, 23 anos, e Christopher Allef de Oliveira Santana, 24, estavam inseridos em um regime que permite a realização de atividades laborais fora da unidade prisional. Ambos escaparam da ala destinada a trabalhadores no dia 5 de julho. Desde então, seguem foragidos. Um procedimento interno foi aberto pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública para apurar o caso.
Hoje (16), Mendes declarou que o incidente está sob investigação e que ainda não há elementos suficientes para afirmar se houve falha no sistema penitenciário.
“Conduta isolada”
Segundo o governador, é possível que o ocorrido tenha sido resultado de comportamentos individuais, e não de deficiência estrutural. “Sempre que há uma ocorrência, há também o dever de apurar. Podemos descobrir que não se trata de uma falha sistêmica, mas sim de conduta isolada”, explicou.
O governador afirmou ainda que o fato de a fuga ter ocorrido fora da unidade o deixou “mais tranquilo”, já que ambientes como o Parque Novo Mato Grosso, onde há frentes de trabalho, favorecem esse tipo de evasão.
Atualmente, quase 40 homens atuam em atividades externas no Parque Novo Mato Grosso, além de outras unidades no estado. Para o governador, o caso não compromete os avanços alcançados. “Não vamos abandonar a estratégia porque alguns se aproveitam dela”, pontuou.


























