O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou, nesta quarta-feira (11), que a Casa analisará a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados caso o requerimento obtenha o número mínimo de assinaturas.
Apesar disso, ele demonstrou confiança nas investigações já conduzidas por órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Polícia Civil.
“Se tiver o pedido com as oito assinaturas, a gente vai fazer a análise, encaminhar para a procuradoria e fazer a avaliação”, afirmou o presidente da ALMT.
O escândalo dos consignados envolve denúncias de prejuízos financeiros a servidores públicos de Mato Grosso, causados por contratos irregulares de crédito consignado com instituições que teriam adotado práticas abusivas e ilegais. A situação levou o governo estadual a suspender temporariamente as cobranças de empresas investigadas e a propor mudanças na legislação.
“Infelizmente, essa Capital Consig já deu prejuízo em outros estados do Brasil e, infelizmente, deu prejuízo aos nossos servidores”, disse Max Russi, em referência a uma das empresas envolvidas.
O deputado também destacou que o governo deve apresentar um novo projeto de lei com alterações nas regras do consignado, e que a Assembleia está discutindo medidas para impedir a atuação de instituições envolvidas em fraudes.
“O prejuízo que foi dado, eu confio muito na Polícia Civil, no Tribunal de Contas. Se por ventura nada disso avançar, a Assembleia tem um instrumento muito forte que é uma CPI.”
Embora não acredite que a CPI será instalada neste momento, Russi defendeu o papel fiscalizador da ALMT e disse que, se necessário, todos os órgãos de controle devem ser chamados para colaborar com os trabalhos da Casa.





























