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RESULTADO DE INVESTIGAÇÕES

INSS vai devolver R$ 292,7 milhões a aposentados por descontos indevidos; veja como receber

O ressarcimento será retroativo: de março de 2020 a março de 2025
Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou que vai começar a realizar a devolução de R$ 292,7 milhões a aposentados e pensionistas. Os valores referem-se a descontos não autorizados em mensalidades de associações. As restituições serão pagas até 6 de junho, junto com os benefícios mensais.

Entenda o caso dos descontos ilegais

Esses descontos ocorreram mesmo após bloqueio preventivo, devido à antecipação da folha. A ação foi desencadeada após a Operação Sem Desconto, da PF e CGU, que investiga um esquema nacional de fraudes.

Restituição vai cobrir período de cinco anos

O ressarcimento será retroativo: de março de 2020 a março de 2025. O governo promete devolver valores inclusive dos últimos anos, desde que comprovada a irregularidade.

Beneficiários serão notificados

Cerca de 9 milhões de pessoas serão notificadas a partir de 14 de maio, em comunicação feita apenas via app Meu INSS e telefone 135. O usuário poderá confirmar ou contestar os descontos com um clique, sem precisar apresentar documentos.

Entidades terão que se justificar

Caso o beneficiário conteste o desconto, a entidade terá 15 dias úteis para apresentar prova de autorização. Se não comprovar, a dívida será cobrada judicialmente pela AGU.

Suspensão de acordos e medidas judiciais

Todos os acordos de cooperação técnica com entidades foram suspensos. A AGU pede bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens de 12 entidades. Mais de R$ 1 bilhão em bens já estão bloqueados por decisão judicial.

Crescimento dos descontos e denúncias

Em 2023, descontos associativos somaram R$ 1,2 bilhão; em 2024, R$ 2,8 bilhões. Mais de 1,16 milhão de reclamações foram registradas entre janeiro de 2023 e maio de 2024.

Governo promete ressarcimento total

A Ministra Simone Tebet afirmou que todos os lesados serão indenizados e que, se os bens bloqueados forem insuficientes, a União usará recursos públicos para complementar.

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