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'NÃO FOI PRIMEIRA ALTERNATIVA'

Governador diz que rescisão com Consórcio BRT não foi decisão impulsiva; veja

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O governador Mauro Mendes (UB) fez declarações na manhã desta sexta-feira (7), sobre a recente rescisão do contrato entre o Governo do Estado e o Consórcio BRT. Ele enfatizou que a decisão não foi tomada por impulso, destacando que há uma estratégia bem planejada por trás dessa ação.

“Quem me conhece sabe que eu não ajo com impulso”, afirmou o governador, durante coletiva à imprensa.

Mendes revelou que, embora prefira manter a estratégia em segredo até que ela se concretize, há um plano claro para resolver a questão do modal de transporte em Cuiabá, mas ele prefere não divulgar mais detalhes antes da execução efetiva.

O governador explicou que, no momento, o Governo do Estado aguarda o prazo de defesa do Consórcio BRT, que tem cinco dias úteis para responder à notificação.

Segundo Mendes, um dos argumentos que já está sendo analisado diz respeito ao atraso de um ano nas obras, fator que, segundo ele, foi impactado pela gestão do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

Durante o período em que Pinheiro esteve à frente da Prefeitura, foi feito um pedido judicial para o cancelamento das obras do BRT, o que prejudicou ainda mais o andamento do projeto.

No entanto, ele ressaltou que, embora o Consórcio tenha justificativas para o atraso no período de um ano, uma nova negociação foi realizada em outubro do ano passado, e o contrato não foi cumprido nos três meses seguintes.

“O Consórcio tem razão em alguns pontos, mas a nova negociação feita em outubro não foi cumprida nos últimos três meses”, afirmou Mendes, reforçando que, diante dessa situação, não há possibilidade de o Governo do Estado seguir a obra com o Consórcio.

Quando questionado sobre o retorno das atividades nas obras, o governador explicou que o Governo aguardará a resposta da empresa, que deve ocorrer na próxima semana, para definir o prazo de reinício dos trabalhos. “Será no menor espaço de tempo possível. Pode ser semanas ou meses”, garantiu Mendes.

Ele também reconheceu que a rescisão do contrato com o Consórcio BRT é uma decisão difícil e dolorosa. “Não foi a primeira alternativa a ser tomada”, disse, destacando que diversas tentativas de solução haviam sido feitas antes de chegar a esse ponto.

Sobre as obras na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, conhecida como Avenida do CPA, o governador explicou que, atualmente, o tráfego na região tem ocorrido quase de forma normal, com poucas obstruções. Ele também afirmou que as obras existentes não têm causado grandes impactos no trânsito de uma das principais avenidas de Cuiabá.

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