Iris Divino de Freitas, de 40 anos, preso em flagrante, nesta sexta-feira (13), por feminicídio, confessou o crime e atribuiu culpa aos ciúmes da vítima. No interrogatório, o suspeito contou os detalhes à Polícia Civil – assista no final da matéria. Enil Marques Barbosa, de 59 anos, foi enterrada ainda viva.
O suspeito foi preso no Distrito de Nossa Senhora da Guia por ocultação de cadáver. O corpo da vítima foi localizado, enterrado, no fundo da residência dela, parcialmente queimado, conforme reportagem exibida hoje pelo SBT Comunidade, programa do SBT Cuiabá.
O delegado da Polícia Civil Nilson Farias, responsável pelo interrogatório e investigação do caso, pediu que Iris narrasse, em detalhes, como o crime ocorreu. Em depoimento, o suspeito disse que conheceu Enil Barbosa pelas redes sociais e que após dois meses de conversa por telefone decidiram morar juntos.
“Fiquei morando com ela e com 15 dias arrumei serviço. […] Sempre casal tem uma briguinha, mas não eu não agredia ela, nem verbal, e ela tinha muito de ciúme de mim, até ciúme do vento”, disse o suspeito, acrescentando que o casal frequentava igreja e tinha discussões esporádicas.
Detalhes
O acusado de feminicídio disse ao delegado que sempre que saía do trabalho seguia direto para casa, mas no último sábado (7) “deu zebra”. “Ela já falava até que ia me matar e me xingava de palavrão mesmo. Eu falava para ela parar com isso. Não me xinga, não, e ela continuando. Nesse dia do fato, no sábado, eu saí [do trabalho] meio-dia, estava subindo para casa, tomei três a quatro latinhas, vi um conhecido, que estava com uma mulher e um povo lá, eles me chamaram lá para baixo para pegar a ponte, nisso eu não vi a hora”.
Segundo ele, por não chegar no horário, a mulher dele ligou para o seu patrão e ficou “doida” e “desesperou”. Disse, ainda, que ingeriu mais bebida alcoólica em uma conveniência e sua esposa, ao chegar no local jogou as bebidas no lixo e o acusou de traição. “Subi a pé para casa sozinho, e ela atrás de mim. Aí ela chegou em casa me xingando. Ela rasgou minha camisa”.
Ao argumentar que foi mordido pela esposa, o homem disse que empurrou Enil, e ela teria batido a cabeça e desmaiou. “Eu só empurrei ela, ela embaraçou no pé, que ela não caminha bem direito, foi para trás e bateu a cabeça no chão mesmo. Ela não anda direito. […] Amarrei ela, cavei o buraco e enterrei ela. Mexi ela, e ela não mexia”.
Questionado, ele alegou que amarrou a esposa por receio dela acordar e ateou fogo. Segundo o delegado, o braço da vítima estava queimado, mas o corpo intacto. Além do crime bárbaro, o suspeito, após o crime, usou o celular da esposa para fingir ser ela ao falar com os familiares da vítima.
À polícia, Iris declarou não pensar em fugir após o crime por causa do seu trabalho. O autor do crime foi encaminhado à sede da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP), interrogado e autuado pelos crimes de homicídio qualificado em feminicídio e ocultação de cadáver.



























