A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) não pode por estatuto apoiar eventos político partidários. Mas a Aprosoja que já colocou tratores na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em eventos intimidatórios do governo Bolsonaro, patrocinou a quinta edição da Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos dias 6 e 7 de julho, em Balneário Camburiú, em Santa Catarina. Eles confirmaram ao blog que o fizeram, mas alegam que não é partidário o encontro que teve a nítida intenção de promover políticos bolsonaristas.
Em nota, a associação alega, que o evento, organizado pelo Instituto Conservador Liberal (ICL-BR), presidido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro e Javier Milei, presidente da Argentina, além de dezenas de políticos representantes da extrema direita no Brasil, não tem caráter de “atividade político-partidária” e destaca que foram usados recursos próprios. Curioso é que na nota eles dizem que o fizeram para promover direitos e garantias constitucionais, como “à liberdade”. Justamente o grupo investigado por envolvimento em uma tentativa de golpe no Brasil.
O deputado Valdir Barranco (PT/MT) fez um requerimento à Assembleia Legislativa do Mato Grosso para que convoque o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, para prestar esclarecimentos sobre a denúncia de utilização de recursos públicos para patrocinar atos antidemocráticos e o CPAC Brasil. Barranco pede que seja feita que a prestação de contas, desde 2018, pela entidade.
Um dos trechos do texto destaca: “A Aprosoja-MT, embora seja uma entidade privada, recebe verbas do Fundo de Apoio à Cultura da Soja (FACS), atualmente IAGRO, e há questionamentos sobre a transparência e a destinação adequada desses recursos públicos, conforme apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e decisões recentes do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT)”.
A conferência, que reuniu três mil pessoas, em Camburiú, contou com a presença dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), parlamentares como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Ricardo Salles (PL-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Júlia Zanatta (PL-SC).





























