Depois que a Justiça de Mato Grosso determinou a suspensão dos trabalhos em tramitação na Câmara em desfavor do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o vereador Fellipe Corrêa declarou que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) é um bom advogado. Ainda assim, ele afirmou que que não vai parar de ‘chover’ novos pedidos de instauração de Comissão Processante na Câmara de Cuiabá em desfavor do chefe do Executivo.
Na sessão ordinária desta terça-feira (21), segundo Corrêa, será votada a instauração de uma nova Comissão Processante proposta por ele. “E nas próximas uma ou duas semanas uma terceira processante deverá entrar em pauta. Então, enquanto a gente não devolver a Esperança para Cuiabá, vai chover processantes para o prefeito Emanuel”.
Perguntado se há votos para a instauração de novas comissões, Fellipe Corrêa acredita que terá o apoio ao menos da oposição. “Torço para que haja consciência dos vereadores, porque eles sabem a realidade que Cuiabá está vivendo. Se as outras instituições conseguem ver a urgência de retirar este gestor do cargo, imaginem a Câmara, que deveria ser ainda mais sensível aos anseios da sociedade”.
Autor da Comissão Processante que poderia cassar o prefeito, aberta em março, Fellipe disse que não é de se desprezar o fato de ter sido instaurada a comissão, nunca aprovada no Legislativo.
“Foi a primeira comissão aberta na história de Cuiabá contra o prefeito e recebemos [decisão da suspensão] não com surpresa, porque o próprio prefeito já tinha adiantado que ele iria judicializar e ele foge à responsabilização em todas as esferas, tanto na Corte de Contas quanto no próprio Judiciário, nas dezenas de operações que tem procrastinando e suspendendo ações. Ele judicializa mesmo como péssimo prefeito, que é um bom advogado”.
O juiz Marcio Aparecido Guedes, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá, acatou os argumentos da defesa de Emanuel, que apontou uma série de falhas no processo. O magistrado considerou que há “falta de clareza” e “precisão” da denúncia.
“A procuradoria vai recorrer e o entendimento do magistrado, a partir das alegações da defesa do prefeito, é que o objeto era genérico, não era determinado. E fica aí o questionamento, tanto para a imprensa quanto para o munícipe, ser acusado pelo Ministério Público Estadual de chefiar uma organização criminosa na saúde, quem está sob essa acusação tem decoro e dignidade pra chefiar o Poder Executivo?”, questionou Corrêa, acrescentando que consta no processo da comissão uma decisão judicial e o conjunto probatório do Ministério Público Estadual.


























