O motorista Paulo Roberto Gomes dos Santos, idade não divulgada, nega ter atropelado a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, que morreu após ser atingida por um Fiat Toro ao atravessar a avenida da FEB, em Várzea Grande, na manhã desta terça-feira (20).
No interrogatório, ele disse que a vítima ‘caiu’ no carro dele.
O motorista vai responder por homicídio doloso, omissão de socorro e fuga do local do acidente.
De acordo com o delegado Christian Cabral, no momento do acidente, o motorista possuía amplo campo de visão e de manobra na via, não havia veículos à sua frente e ele não tentou frear seu veículo, nem desviá-lo da vítima.
“As imagens também revelaram de maneira cristalina que, além de trafegar em altíssima velocidade, o motorista seguiu seu destino após a colisão, como se nada houvesse ocorrido, demonstrando total ausência de preocupação e arrependimento com os fatos”, explicou.
Paulo Roberto Gomes dos Santos foi autuado em flagrante, sem direito a fiança em razão da somatória das penas.
O advogado e ex-policial civil Paulo Roberto Gomes dos Santos, o “Vacanni”, foi condenado, em 2007, a 19 anos de prisão pelo assassinato da namorada, Rosimeire Maria da Silva, 25, ocorrido em 2004, em Juscimeira.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes. Paulo Roberto ficou furioso ao descobrir, por um detetive particular, que a jovem também mantinha um relacionamento com outro homem.
Ele convidou Rosimeire para uma viagem e a matou dentro do quarto de um motel. Ela foi asfixiada, degolada e teve as falanges dos dedos retiradas.
Após o crime, ele jogou a cabeça dela em um rio próximo de Juscimeira e chegou a “ajudar” a família da vítima na procura pelo corpo.
Ele foi preso dias depois, usando a identidade falsa em nome de Francisco de Angelis Vacanni Lima, um empresário da região norte do estado. O caso teve repercussão nacional. Na época, Paulo Roberto era procurado pelo assassinato de um delegado no Rio de Janeiro e já havia sido sentenciado a 13 anos de prisão.
Após a prisão pela morte de Rosimeire, ele tentou fugir da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), pulando do 3º andar do prédio.
Em consulta ao Cadastro Nacional de Advogados, o nome de Paulo consta como situação regular, portanto ativa.



























