Após a resolução do caso, com a prisão dos possíveis mandante e assassino de Raquel Maziero Cattani, a Polícia Civil divulgou detalhes do trabalho realizado.
Foram diversas diligências ininterruptas realizadas desde que a Polícia Civil foi acionada, na manhã da última sexta-feira (19), no assentamento Pontal do Marape, a 150 quilômetros da cidade de Nova Mutum, onde a vítima residia e trabalhava.
“Analisamos todas as imagens do comércio da vila, das cidades vizinhas como São José do Rio Claro e Tapurah. As equipes entrevistaram centenas de pessoas, desde vizinhos, moradores do assentamento e trabalhadores. Foram mais de 150 pessoas entrevistadas pelas equipes da Polícia Civil ao longo desses seis dias”, explicou o delegado responsável pela investigação, Guilherme Pompeo.
Detalhes importantes
Durante a análise no local do crime, apesar da aglomeração no local, um investigador notou que a janela do quarto dos filhos da vítima havia sido arrombada. Diante dessa evidência, foi solicitada a extração de eventuais impressões digitais, que foi realizada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec).
A equipe da Polícia Civil, ainda no local, apreendeu um televisor que continha também algumas pegadas. “Questionamos o porquê de alguém tentar levar uma televisão em uma motocicleta. Tal evidência sugeriu que aquele televisor foi deixado de forma proposital para fora da casa com o intuito de complicar a investigação”, acrescentou o delegado.
As diligências prosseguiram e, diante da desconfiança de uma cena que poderia ter sido armada, a atenção foi voltada ao ex-marido, Romero Xavier, que mantinha comportamento possessivo e não aceitava o término da relação com a vítima.
Em novos levantamentos, a Polícia Civil descobriu que o irmão de Romero, o suspeito Rodrigo Xavier, tinha diversas passagens por furtos e outros crimes, além de ter sido usuário de drogas.
O delegado assinalou que um dos pontos investigados foi que Romero, até antes do término da relação, se mantinha distante do irmão. Contudo, após o fim do casamento, ambos passaram a se encontrar e trocar mensagens.
Na sequência das diligências, o delegado de Nova Mutum, Edmundo Félix, tentou contato com Rodrigo, para este fosse ouvido pela Polícia Civil, mas o suspeito se esquivou por várias vezes e apresentou inconsistências em sua versão, dizendo que estava morando em uma fazenda. Na terça-feira (23), ele atualizou uma rede social sua como morador de “Cuiabá”.

























