A delegada Jéssica Assis detalhou a gravidade dos crimes praticados por um casal preso durante a Operação Binômio do Mal, que investiga torturas e abusos cometidos contra dois adolescentes, sobrinhos dos suspeitos. Segundo a delegada, o casal tentava fugir das intimações judiciais, o que levou a equipe a reunir rapidamente provas e representar pela prisão preventiva.
“Eles estavam se esquivando da intimação por oficial de justiça. Então, rapidamente, nós começamos a angariar provas, documentos, imagens e representei pela prisão preventiva desses suspeitos. A quantidade de crimes que eles cometeram contra essa família foi tão grande que foi necessário até ouvir a genitora várias vezes, porque eu percebi que o punho do menino estava machucado e ele não tinha relatado nada num primeiro momento”, explicou a delegada ao SBT Cuiabá.
Durante a investigação, a polícia descobriu que a tia impediu que um dos meninos fizesse um tratamento cirúrgico, após se machucar na escola.
“Conversando com a mãe, eu percebi que a tia tinha impedido ele de fazer o tratamento e fugiu do hospital com ele. Isso também é crime de lesão corporal na modalidade omissiva, porque ela estava na função de garantir que os cuidados médicos fossem fornecidos a esse menor”, afirmou.
Além das agressões aos sobrinhos, a delegada revelou que há indícios de maus-tratos e tortura contra o filho do próprio casal, um bebê de apenas um ano de idade.
“Há relatos de mais de uma testemunha que já viram essa criança sendo forçada a comer fezes. Também temos relatos de maus-tratos a animais com resultado morte. As crianças contam que a suspeita teria matado o cachorro de estimação da família na frente delas”, relatou.
Jéssica Assis destacou que ainda não há explicação para tamanha violência.
“As crianças, nem a própria família, sabem ao certo o porquê. Nós estamos apurando qual seria a motivação, mas aparentemente é sadismo e maldade mesmo”, disse.
A delegada também confirmou que o casal obrigava os adolescentes a permanecerem trancados em um quarto enquanto mantinham relações sexuais, o que configura crime contra a dignidade sexual.
“Isso é um crime previsto no Código Penal e se chama satisfação de lascívia mediante a presença de criança e adolescente”, concluiu.




























