Um bebê do sexo masculino, retirado da guarda da mãe por decisão da Justiça após denúncias de abusos sexuais envolvendo os irmãos, morreu na noite dessa quarta-feira (9) dentro de uma casa lar na capital.
Segundo informações da Polícia Civil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e descartou a possibilidade de morte natural. A Perícia e a Delegacia de Homicídios (DHPP) estiveram no local e investigam o caso.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança seria usuária de entorpecentes, e os quatro filhos estariam entre as vítimas de violência sexual. A Justiça determinou a retirada das crianças, destinando cada uma a abrigos diferentes, conforme a faixa etária.
O bebê havia sido internado em uma unidade de saúde e foi encaminhado à casa lar após receber alta hospitalar, no último dia 30 de junho. Menos de duas semanas depois, ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Os socorristas do Samu confirmaram lesões incompatíveis com uma morte natural.
A casa lar abriga atualmente 36 crianças sob proteção judicial. Após o falecimento, o imóvel foi isolado para o trabalho de perícia. A Polícia Civil aguarda o laudo oficial da Politec para confirmar a causa da morte e possíveis responsabilidades.
Durante os primeiros momentos da movimentação em frente ao abrigo, um homem se apresentou como advogado voluntário da instituição e relatou a equipes de reportagem que o bebê teria sido vítima de abuso sexual. No entanto, ao ser questionado formalmente pelo delegado de plantão, o homem negou ter feito qualquer afirmação. A conduta dele também será alvo de investigação.



























