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'Fornecemos soro e antibióticos do nosso Hospital Júlio Müller para o município de Cuiabá', afirma reitora da UFMT

Em ato realizado na universidade, reitora detalha o apoio institucional ao município por meio do Hospital Júlio Müller

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Durante o ato na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a reitora Marluce Aparecida Souza da Silva destacou que a instituição tem emprestado soro fisiológico e antibióticos do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) para atender às demandas do município desde a posse do prefeito Abilio Brunini (PL). Ela ressaltou que a universidade cumpre esse papel de apoio institucional sem questionar a ausência desses insumos nem fazer denúncias públicas.

A reitora convidou o professor Reinaldo, superintendente do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), conhecido como Hospital Universitário, que é vinculado à UFMT e gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

“Nós estamos fornecendo desde o dia que o prefeito municipal tomou posse, naquela cadeira de prefeito municipal, e que nós respeitamos como instituição constituída, eleita, nós estamos emprestando soro fisiológico e antibióticos do nosso Hospital Júlio Muller para o município. Nós nunca perguntamos porquê. Nós nunca o denunciamos nos meios de comunicação ou na mídia. Não manifestamos nenhum juízo de valor a esse respeito”, frisou a reitora.

A dirigente reforçou que seu objetivo, ao participar do ato, não era fazer defesa pessoal. “Nós passamos a atender todas as demandas do prefeito [Abilio] em relação à solicitação que ele apresentava para nós como docentes, como pesquisadores, pesquisadoras. E como instituição principalmente, porque eu não estou aqui para fazer a minha defesa. Eu estou aqui para fazer a defesa da universidade”.

Declaração polêmica

Nesta quarta-feira (20), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comentou sobre a repercussão de suas declarações a respeito da UFMT. Durante entrevista coletiva um dia antes (19), ele havia afirmado que a universidade “é uma bosta”.

Após a repercussão negativa, o gestor explicou que a expressão utilizada foi inapropriada. Contudo, apesar do recuo em relação ao termo escolhido, o prefeito manteve suas críticas à atual situação da UFMT, destacando que seu descontentamento permanece ligado às condições da instituição.

“A palavra, sim, foi inapropriada por causa do peso da palavra, sabe o peso pejorativo que a palavra tem? Eu acho que isso foi inapropriado, mas o meu descontentamento continua o mesmo. A minha observação sobre as condições da Universidade, ela continua a mesma”.

Vídeo: Leone e Silva

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