Jayme havia classificado o processo como “draconiano, desigual e desonesto” após o resultado da votação que autorizou o União Brasil a avançar nas negociações para apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Em resposta, Mauro disse que lamenta as declarações do senador e negou qualquer irregularidade na condução da convenção.
“Lamento profundamente, mas nada disso foi visto aqui hoje. Tudo o que aconteceu seguiu absolutamente o regulamento eleitoral do partido, uma resolução que nós publicamos e foi validada pela nacional do partido. Ela foi muito transparente. Todos os convencionais foram lá, votaram e expressaram o seu voto”, afirmou.
Segundo Mauro, a escolha pelo apoio a Pivetta representa uma decisão política baseada na trajetória construída ao longo dos últimos anos. O ex-governador destacou a parceria com o republicano durante os dois mandatos à frente do Governo de Mato Grosso.
“Toda escolha tem alternativas e caminhos. Eu, objetivamente, fiz uma escolha mantendo a coerência”, declarou.
Mauro também defendeu o histórico de atuação de Pivetta como vice-governador e citou a experiência administrativa do político.
“Ele nunca atrapalhou, é uma pessoa experiente, que já foi três vezes prefeito e ajudou a construir uma das melhores cidades de Mato Grosso, que é Lucas do Rio Verde. Mantive a minha coerência, com a minha história e, acima de tudo, com o bem que eu quero para o nosso povo”, disse.
A convenção do União Brasil terminou com 30 votos favoráveis à possibilidade de aliança com o Republicanos e 19 votos pela candidatura própria do partido ao Governo do Estado, defendida pelo grupo de Jayme Campos. Também houve um voto nulo.
O encontro foi marcado por momentos de tensão entre os grupos internos da legenda, com críticas e manifestações de apoiadores durante a discussão sobre os rumos do partido para as eleições de 2026.




























