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AMAZÔNIA LEGAL

Mato Grosso aparece em área de risco regional ligada a disputas fundiárias e economias ilegais

Documento identifica riscos estruturais em regiões remotas e destaca necessidade de ações integradas entre estados e órgãos federais
Foto: Alan Chaves/AFP

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Um levantamento presente no relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025 revela que áreas da Amazônia Legal, incluindo regiões do norte de Mato Grosso, enfrentam desafios relacionados a conflitos fundiários, atividades ilícitas e presença de grupos criminosos. Os dados não atribuem responsabilidade direta ao Governo do Estado, mas apontam fatores estruturais e territoriais que aumentam a vulnerabilidade em zonas de fronteira ambiental.

Segundo o estudo, trabalhadores que atuam em espaços próximos a áreas de extração ilegal e regiões de difícil acesso estão entre os mais expostos a episódios de violência e ameaças .

Disputas por território

O relatório indica que estados com grande extensão territorial — entre eles Mato Grosso — têm áreas onde a combinação de floresta, estradas longas, baixa densidade populacional e fronteiras econômicas em expansão cria um ambiente propício à atuação de grupos ilegais. A publicação destaca que esse fenômeno ocorre de maneira regional, atingindo também Acre, Rondônia, Pará e Amazonas .

Nessas regiões, segundo o documento, tensões envolvendo extração de madeira, garimpo irregular e disputas de terra tendem a gerar risco maior para comunidades locais e trabalhadores que circulam por esses territórios.

Presença de facções 

O relatório aponta que rotas usadas para transporte de produtos ilegais e contrabando acabam atraindo facções criminosas, que se aproveitam da falta de presença permanente do Estado em áreas remotas da Amazônia Legal. Mato Grosso aparece nesse contexto devido à sua localização estratégica e conexão com diferentes biomas e fronteiras econômicas.

Entretanto, todo o fenômeno é descrito de maneira macro-regional, sem qualquer relação direta com políticas estaduais específicas.

Públicos mais vulneráveis

Povos indígenas, extrativistas e trabalhadores rurais aparecem como grupos especialmente sensíveis em territórios onde há sobreposição de atividades ilegais, disputa por terra e circulação de grupos armados. O relatório menciona que essas populações frequentemente vivem em áreas próximas a conflitos relacionados a recursos naturais e ocupação irregular .

Monitoramento intensificado 

Apesar dos desafios regionais, Mato Grosso tem estruturado ações de monitoramento ambiental, fortalecido forças de segurança e ampliado parcerias com órgãos federais e municipais. Operações integradas com a Polícia Federal, Ibama, Funai e forças estaduais têm sido adotadas nos últimos anos para conter crimes ambientais, garimpos ilegais e atividades de facções.

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