A vereadora Maysa Leão (Republicanos) disse que foi surpreendida com a retirada dos ipês plantados em homenagem às vítimas de feminicídio em Várzea Grande. “Várias mulheres e integrantes da rede de enfrentamento à violência me procuraram. Eu me coloquei como interlocutora”, contou.
Segundo ela, o secretário municipal Porto Carreiro informou que houve um erro: “Infelizmente, plantaram num local que não era da prefeitura. A princípio, pensava-se que era público, mas depois descobriu-se um dono do terreno, e ele exigiu a retirada.”
Cada árvore levava o nome de uma mulher assassinada em 2024. “As famílias ficaram consternadas. Ali estava a memória de vidas ceifadas por uma dor tão grande.”
Maysa afirmou que cobrou rapidez na escolha de um novo local. “Pedi para o secretário ser célere. Ele disse que ainda hoje define se será no Parque da Família ou no Parque das Águas.”
Sobre um possível aviso da retirada, a vereadora foi clara: “Eu não tive acesso a nenhum comunicado, e nem o Ministério Público. As famílias foram surpreendidas. Uma pessoa viu e compartilhou uma foto, e a notícia se espalhou.”
Ela garantiu que o replantio será feito. “Vamos acompanhar esse processo e dar uma resposta à sociedade.”





























