Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
ALERTA AO CONSUMIDOR

Fraudes digitais crescem 41% no Brasil e impulsionam golpe do aluguel em Mato Grosso

Alta nacional registrada pela Serasa Experian reflete no estado, onde estudantes e famílias têm sido alvo de falsos anúncios de imóveis
Crédito: Joa Souza/AdobeStock

publicidade

O golpe do aluguel tem feito novas vítimas em cidades como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, justamente no momento em que o Brasil enfrenta uma explosão de crimes digitais.

Segundo dados da Serasa Experian, somente no primeiro semestre de 2025 foram registradas 6,9 milhões de tentativas de fraude, o equivalente a uma a cada 2,3 segundos.

A alta nacional reflete diretamente Mato Grosso, onde o avanço da digitalização e o grande fluxo de estudantes e trabalhadores em busca de moradia tem ampliado o risco de golpes envolvendo falsos anúncios de imóveis.

De acordo com a TransUnion Brasil, 40% dos brasileiros afirmam já ter sido alvo de algum tipo de fraude por internet, telefone ou redes sociais, e 10% disseram ter perdido dinheiro.

Esse cenário cria terreno fértil para os golpes imobiliários, que se aproveitam de um público vulnerável, especialmente jovens que buscam quitinetes próximas à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e famílias que procuram casas de aluguel em bairros populares da capital.

O modus operandi é sempre o mesmo: criminosos copiam fotos reais de casas e apartamentos de sites confiáveis, publicam ofertas com preço abaixo da média e exigem um “sinal” via Pix para reservar o imóvel.

A vítima, acreditando estar em um bom negócio, realiza o pagamento antes de firmar contrato — e o golpista desaparece.

Em Mato Grosso, a Polícia Civil tem recebido relatos recorrentes desse tipo de fraude, principalmente nos meses de maior movimentação acadêmica e mudança residencial.

Falso benefício 

A prática se intensifica porque os golpistas se beneficiam da pressa. Preços muito abaixo do mercado — como apartamentos de R$ 1.800 anunciados por R$ 1.200 ou quitinetes de R$ 900 ofertadas por R$ 600 — são usados como isca para criar sensação de urgência e convencer a vítima a transferir valores sem contrato assinado.

Para evitar prejuízos, a orientação é sempre a mesma: nenhum aluguel legítimo exige pagamento antecipado sem contrato formal. A recomendação é visitar o imóvel pessoalmente, ou, quando isso não for possível, solicitar uma videochamada dentro do imóvel, pedir contrato assinado eletronicamente com CPF válido, checar o proprietário em cartórios e desconfiar de qualquer anúncio que exija agilidade extrema.

Quem cair no golpe deve registrar boletim de ocorrência, guardar prints e comprovantes, solicitar bloqueio emergencial do Pix ao banco e registrar reclamação no Banco Central.

A legislação permite o bloqueio cautelar em caso de suspeita de fraude, e decisões judiciais já responsabilizaram instituições financeiras quando houve demora injustificada no bloqueio.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
1 Comentário
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Helen
11 dias atrás

Que interessante essa matéria que acabei de ler, até compartilhei no meu Facebook. Caruaru da Sorte

publicidade

publicidade

1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x