O golpe do aluguel tem feito novas vítimas em cidades como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, justamente no momento em que o Brasil enfrenta uma explosão de crimes digitais.
Segundo dados da Serasa Experian, somente no primeiro semestre de 2025 foram registradas 6,9 milhões de tentativas de fraude, o equivalente a uma a cada 2,3 segundos.
A alta nacional reflete diretamente Mato Grosso, onde o avanço da digitalização e o grande fluxo de estudantes e trabalhadores em busca de moradia tem ampliado o risco de golpes envolvendo falsos anúncios de imóveis.
De acordo com a TransUnion Brasil, 40% dos brasileiros afirmam já ter sido alvo de algum tipo de fraude por internet, telefone ou redes sociais, e 10% disseram ter perdido dinheiro.
Esse cenário cria terreno fértil para os golpes imobiliários, que se aproveitam de um público vulnerável, especialmente jovens que buscam quitinetes próximas à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e famílias que procuram casas de aluguel em bairros populares da capital.
O modus operandi é sempre o mesmo: criminosos copiam fotos reais de casas e apartamentos de sites confiáveis, publicam ofertas com preço abaixo da média e exigem um “sinal” via Pix para reservar o imóvel.
A vítima, acreditando estar em um bom negócio, realiza o pagamento antes de firmar contrato — e o golpista desaparece.
Em Mato Grosso, a Polícia Civil tem recebido relatos recorrentes desse tipo de fraude, principalmente nos meses de maior movimentação acadêmica e mudança residencial.
Falso benefício
A prática se intensifica porque os golpistas se beneficiam da pressa. Preços muito abaixo do mercado — como apartamentos de R$ 1.800 anunciados por R$ 1.200 ou quitinetes de R$ 900 ofertadas por R$ 600 — são usados como isca para criar sensação de urgência e convencer a vítima a transferir valores sem contrato assinado.
Para evitar prejuízos, a orientação é sempre a mesma: nenhum aluguel legítimo exige pagamento antecipado sem contrato formal. A recomendação é visitar o imóvel pessoalmente, ou, quando isso não for possível, solicitar uma videochamada dentro do imóvel, pedir contrato assinado eletronicamente com CPF válido, checar o proprietário em cartórios e desconfiar de qualquer anúncio que exija agilidade extrema.
Quem cair no golpe deve registrar boletim de ocorrência, guardar prints e comprovantes, solicitar bloqueio emergencial do Pix ao banco e registrar reclamação no Banco Central.
A legislação permite o bloqueio cautelar em caso de suspeita de fraude, e decisões judiciais já responsabilizaram instituições financeiras quando houve demora injustificada no bloqueio.

































Que interessante essa matéria que acabei de ler, até compartilhei no meu Facebook. Caruaru da Sorte