Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
MERCADO DE TRABALHO

Em Mato Grosso, brancos recebem até 24% a mais que pretos, aponta IBGE

Dados mostram que a desigualdade salarial persiste mesmo em um estado onde a maioria da população é preta ou parda
Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

publicidade

A diferença salarial entre brancos e pretos continua marcante em Mato Grosso. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua/IBGE 2021), a população branca tem rendimento médio mensal domiciliar per capita de R$ 1.591, enquanto entre pretos e pardos o valor cai para R$ 1.287. A disparidade representa quase 24% a menos de renda para pessoas negras, realidade que expõe desigualdades históricas no mercado de trabalho.

Em um estado onde cerca de 66% da população se declara preta ou parda, segundo o Censo 2022, os números evidenciam que a maioria enfrenta condições econômicas menos favoráveis. Apesar de formarem a maior parte dos trabalhadores, pretos e pardos ocupam, em geral, funções de menor remuneração e enfrentam maior taxa de informalidade.

No contexto nacional, a desigualdade é ainda mais visível. O IBGE aponta que, em 2022, trabalhadores brancos ganhavam 64,2% a mais que pretos e pardos, com diferença também no valor da hora trabalhada: R$ 20,00 para brancos contra R$ 12,40 para negros. Essa distância reforça que, além da escolaridade e da experiência profissional, fatores estruturais como racismo e discriminação influenciam diretamente as oportunidades e rendimentos.

Em Mato Grosso, essa realidade se soma ao perfil econômico do estado, marcado pelo agronegócio e pela concentração de renda. Pretos e pardos estão mais presentes em atividades de baixa remuneração, enquanto a população branca ocupa, em maior número, cargos de maior prestígio e melhores salários.

A diferença salarial entre brancos e pretos em Mato Grosso não é apenas um dado estatístico, mas um reflexo de desigualdades sociais profundas. Embora o estado apresente crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio, os benefícios não chegam de forma igualitária à população. Especialistas apontam que políticas públicas voltadas para inclusão, acesso à educação e combate à discriminação no mercado de trabalho são fundamentais para reduzir o abismo entre brancos e negros no estado e no país.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

publicidade

publicidade

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x