Mato Grosso ultrapassa a marca de R$ 40 bilhões em arrecadação de tributos, atingindo o valor com 25 dias de antecedência em relação a 2024. O avanço evidencia um ritmo mais rápido no recolhimento de impostos, taxas, multas e contribuições em âmbito federal, estadual e municipal.
O Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso aponta que a marca de R$ 30 bilhões também foi alcançada mais rapidamente do que no ano passado, reforçando a tendência de aceleração na arrecadação.
Entre os municípios, até esta sexta-feira (12), Cuiabá liderou o recolhimento, somando R$ 830 milhões, seguido por Rondonópolis com R$ 224 milhões, Sinop com R$ 167 milhões e Várzea Grande com R$ 118 milhões.
Conforme a Fecomércio, a capital se beneficia da concentração de negociações empresariais e do maior contingente populacional, enquanto os demais municípios destacam-se pela produção e comercialização agropecuária, que elevam o total arrecadado.
É preciso monitorar
Para o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, o ritmo acelerado da arrecadação permite compreender a movimentação econômica do estado e os impactos da tributação sobre comércio e serviços. Ele acrescentou que o aumento pode refletir sinais de aquecimento econômico, mas reforçou a necessidade de monitorar o uso dos recursos e a eficiência do modelo tributário vigente, considerando a elevada carga fiscal sobre consumo, bens e serviços.
Outro ponto de atenção é a dependência de setores específicos, como comércio, serviços e agropecuária; flutuações nesses segmentos, decorrentes de crises agrícolas, variações de preços ou retração do consumo, podem reduzir rapidamente a arrecadação e comprometer o equilíbrio das contas públicas.
No cenário nacional, a arrecadação totalizou R$ 2,74 trilhões, acima dos R$ 2,50 trilhões do mesmo período em 2024, mostrando que Mato Grosso segue a tendência de crescimento observada em todo o país.


























