Raffael Amorim de Brito, acusado de assassinar o sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, permaneceu em silêncio durante todo o interrogatório realizado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, neste sábado (7).
O suspeito chegou à capital em um transporte especial das forças de segurança, acompanhado de viaturas do Setor de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal. Durante o trajeto do hangar do Ciopaer até a delegacia, um trecho da avenida Miguel Sutil foi interditado para garantir a segurança.
O desembarque foi monitorado pelo secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, que reforçou o comprometimento das autoridades:
“Em Mato Grosso, trabalhamos com tolerância zero contra todos os crimes. Não importa onde você vá, se cometeu crime aqui vamos buscá-los onde estiver.”
Após o interrogatório, Raffael foi encaminhado para exame de corpo de delito e, em seguida, para a Penitenciária Central, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Antecedentes do acusado
Raffael esteve foragido por quase dois anos e figurava entre os criminosos mais procurados do país. Ele foi preso no Rio de Janeiro, em 6 de janeiro, durante operação conjunta das forças de segurança do Rio de Janeiro e de Mato Grosso. Segundo investigações, o acusado teria recebido apoio de integrantes do Comando Vermelho enquanto se escondia no Complexo do Alemão.
Relembre o crime
O sargento Odenil Alves Pedroso foi morto em 28 de maio de 2024, nas proximidades da UPA do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, Raffael chegou de motocicleta, desceu do veículo e disparou contra o militar, roubando ainda sua arma. O sargento foi socorrido, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
As investigações continuam, agora com foco na motivação do crime e nos detalhes do apoio recebido pelo acusado durante o período em que esteve foragido.



























