A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Agro-Fantasma para cumprir ordens judiciais contra uma empresa agropecuária investigada por fraudes na compra de grãos na região oeste do Estado.
Ao todo, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Comodoro, que apuram os crimes de estelionato, associação criminosa, fraude fiscal e recebimento de créditos indevidos.
Os mandados são cumpridos nos municípios de Cuiabá, Alto Taquari e Campo Grande.
As investigações apontam que a empresa, que se apresentava com aparência de solidez no mercado, estruturou um esquema fraudulento na compra de grãos, causando prejuízos milionários a produtores rurais.
Segundo apurado, os proprietários convenciam as vítimas a utilizar o nome de suas fazendas para realizar compras de grãos a prazo. Os produtos eram revendidos à vista pela empresa para indústrias, enquanto o compromisso de quitar os débitos ficava sob responsabilidade do grupo.
Nos primeiros meses, as dívidas eram pagas regularmente, o que reforçava a credibilidade do esquema. No entanto, após conquistar a confiança dos produtores, os investigados deixavam de honrar os compromissos financeiros, transferindo o prejuízo às vítimas.
Em um dos casos investigados, o grupo teria causado inadimplência superior a R$ 58 milhões contra uma única vítima.
Entre os bens alvos de sequestro judicial está uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões. Também foram determinadas medidas contra veículos de alto padrão, como Porsche, Dodge Ram e outros automóveis importados, além de imóvel localizado em condomínio de luxo.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo mantinha um padrão de vida elevado, incompatível com a situação financeira apresentada após as fraudes.
A Operação Agro-Fantasma integra o planejamento estratégico da instituição para o ano de 2026, dentro da Operação Pharus, que faz parte do Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento qualificado da criminalidade em todo o Estado.























