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VEJA VÍDEOS

Polícia Civil inicia 2ª fase da operação ‘Presente de Grego’ contra fraudes eletrônicas

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A Polícia Civil de Mato Grosso deu início, na manhã desta terça-feira (24), à segunda fase da Operação “Presente de Grego”, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em fraudes eletrônicas, principalmente no chamado “golpe do falso presente”. A operação, que conta com apoio da Polícia Civil de São Paulo, cumpre 36 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão, e bloqueio de bens e valores dos investigados.

A ação policial visa cumprir 11 mandados de prisão preventiva, 11 mandados de busca e apreensão e 14 ordens de bloqueio patrimonial, que visam interromper o fluxo financeiro ilícito do grupo criminoso. O valor total dos bens bloqueados é estimado em cerca de R$ 55 mil. As ordens foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá e estão sendo cumpridas nas cidades de São Paulo (SP) e Taboão da Serra (SP).

Os prejuízos causados pelo grupo às vítimas já ultrapassam os R$ 160 mil. As vítimas, todas residentes em Cuiabá, foram induzidas ao erro durante transações financeiras, quando os criminosos simulavam a entrega de presentes, geralmente em datas comemorativas, e cobriam taxas fictícias de entrega.

O modus operandi do grupo consiste em simular a entrega de presentes para as vítimas, utilizando a desculpa de um pagamento adicional de uma “taxa de entrega”. Durante a transação, os criminosos manipulavam as maquininhas de cartão de crédito para cobrar valores superiores ao acordado, prejudicando financeiramente as vítimas.

As investigações identificaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas entre os membros. Um núcleo executor cuidava da aplicação direta do golpe, enquanto o núcleo financeiro era responsável pela disponibilização de contas bancárias para receber os valores, além de realizar a pulverização do dinheiro e ocultação dos produtos ilícitos.

Em coletiva de imprensa, o Delegado Pablo Carneiro, responsável pela coordenação das investigações, destacou que as ordens de bloqueio patrimonial têm como objetivo interromper o fluxo de recursos ilícitos e garantir um possível ressarcimento às vítimas. A operação também visa impedir que o grupo continue a aplicar o golpe, com a responsabilização integral dos envolvidos.

“Além de desarticular a quadrilha, queremos interromper o fluxo financeiro ilícito, garantir que as vítimas possam ser ressarcidas e evitar que o grupo continue suas ações criminosas”, afirmou o delegado.

O nome da operação, “Presente de Grego”, faz referência a uma expressão originária da mitologia grega, que descreve a estratégia dos gregos ao deixarem um cavalo de madeira como presente para os troianos, algo que aparentemente era uma oferta de rendição, mas na verdade escondia uma armadilha. Da mesma forma, o golpe aplicado pelos criminosos se apresenta como uma oferta vantajosa à primeira vista, mas que resulta em grandes prejuízos financeiros para as vítimas.

A Polícia Civil de Mato Grosso segue com as investigações para aprofundar a análise patrimonial dos envolvidos, identificar novas vítimas e garantir que todos os responsáveis pela fraude sejam identificados e responsabilizados. A operação faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, dentro da Operação Pharus, e está inserida no Programa Tolerância Zero, que combate facções criminosas em todo o Estado.

A continuidade da operação e a busca por novos envolvidos seguem com o intuito de desmantelar definitivamente a organização criminosa e reduzir a incidência de fraudes eletrônicas em Mato Grosso e em outros estados do Brasil.

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