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VITÓRIA

Vitória dos consumidores: ICMS sobre energia solar é proibido pelo TJMT

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, nesta quinta-feira (12), que a cobrança de ICMS sobre o sistema de compensação de energia solar referente ao período de 2017 a 2021 é inconstitucional. A decisão atende à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Assembleia Legislativa do Estado (ALMT) e representa um marco jurídico para o setor energético e para os consumidores mato-grossenses.

A ação foi liderada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, com a participação do presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), e dos deputados Dr. João (MDB) e Faissal Calil (PL). Por meio da Procuradoria Geral da ALMT, a iniciativa buscava derrubar o entendimento da concessionária Energisa, que, com base em uma consulta tributária da Secretaria de Fazenda (Sefaz) de 2021, tentava cobrar retroativamente o imposto.

Um precedente jurídico para Mato Grosso

Segundo o procurador da Assembleia, João Gabriel, trata-se da primeira ADPF proposta pela ALMT, um instrumento jurídico de alta complexidade. Ele ressaltou a importância técnica e institucional da vitória:

“Esta é a primeira ADPF feita em Mato Grosso com a participação direta da nossa Procuradoria. É uma conquista institucional enorme que demonstra o fortalecimento da Casa de Leis na defesa técnica e jurídica dos interesses da população.”

Segurança jurídica e alívio financeiro

Com a decisão unânime, o TJMT confirmou a liminar concedida anteriormente e declarou a inconstitucionalidade do ato administrativo que permitia a cobrança do ICMS. O resultado representa um alívio financeiro para milhares de consumidores e empresas que investiram em energia limpa no estado.

O deputado Max Russi comemorou a decisão, destacando a importância da medida para o setor produtivo e para os cidadãos:

“Hoje é um dia de vitória para o bolso do contribuinte mato-grossense. Não era justo punir quem investiu recursos próprios em energia sustentável com uma cobrança retroativa e indevida.”

Russi ainda enfatizou que a Assembleia Legislativa, por meio da Mesa Diretora e da Comissão do Consumidor, atuou de forma firme para garantir segurança jurídica e incentivar a energia solar em Mato Grosso.

“Essa decisão do TJMT reforça que nosso estado deve incentivar a energia solar, e não taxá-la de forma arbitrária”, finalizou o parlamentar.

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