O deputado estadual Eduardo Botelho afirmou que considera “correta” a posição do governador Mauro Mendes (União Brasil) de deixar para a convenção partidária a definição sobre uma possível candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado. A declaração foi dada em conversa com jornalistas, nesta quarta-feira (18), na Assembleia Legislativa.
Na semana passada, Mendes já havia sinalizado que, caso Jayme mantenha a intenção de disputar o Palácio Paiaguás, a decisão será tomada internamente, “voto a voto”, dentro da federação.
“Acho que é um caminho correto. Se não tiver acordo, que seja a convenção, com regras claras, e aí define”, disse Botelho.
O parlamentar ponderou, no entanto, que ainda será necessário estabelecer critérios para o processo interno, como quem terá direito a voto.
“Vai ter que criar critérios de quem vai votar nas convenções. São todos que têm mandato? Todos os filiados? Isso precisa ser definido”, afirmou.
Botelho também destacou que, por se tratar de uma federação entre União Brasil e Progressistas, as regras precisam ser construídas de forma conjunta.
“Estamos em uma federação, tem que fazer uma regra que vale para todos. União e PP estão ligados umbilicalmente, então têm que andar juntos”, acrescentou.
Atualmente, a pré-candidatura de Jayme Campos é vista como um ponto de divergência dentro do União Brasil. Isso porque Mendes, que preside o partido em Mato Grosso, já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo governo.
Outras lideranças da sigla, como o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, também seguem a mesma linha.
Por outro lado, aliados de Jayme, como o ex-governador Júlio Campos, defendem que o senador seja o nome do partido na eleição.
Apesar do cenário, Botelho minimizou a existência de racha interno e afirmou que o tema ainda não foi debatido oficialmente.
“O partido não reuniu, não discutiu isso. Ficou combinado que essa discussão seria depois que fechasse a janela partidária”, disse.
A entrevista foi registrada em vídeo e pode ser conferida ao final desta reportagem.


























