Procurado por latrocínio e ocultação de cadáver de três motoristas de aplicativo em Várzea Grande, Akcel Lopes Campos, de 22 anos, foi preso na tarde de sexta-feira (09), em Juara (709 km a médio-norte de Cuiabá).
O suspeito é o quinto e último envolvido na morte dos motoristas, que ocorreu em 2024, a ser preso. Márcio Rogério Carneiro, 34, Elizeu Rosa Coelho, 58, e Nilson Nogueira, 42, desapareceram entre 11 e 14 de abril, após saírem de casa para trabalhar no período noturno.
A análise de imagens de câmeras de segurança identificaram três dos assassinos que foram vistos próximos ao carro de Elizeu. Lucas Ferreira da Silva foi preso e os adolescentes E.G.M.K. e L.P.S. foram apreendidos. O trio confessou o crime e indicou onde estavam os corpos. Uma quarta vítima foi identificada, mas ele conseguiu escapar após o sequestro.

De acordo com o trio, eles decidiram roubar os veículos dos motoristas e revender, mas já com a intenção de homicídio das vítimas. Em depoimento, um dos adolescentes afirmou que sentiu prazer em matar os motoristas. Keise Melissa Rodrigues Matos também foi presa, após as investigações tificaram que ela é dona do celular utilizado para acionar as vítimas pelo aplicativo e que também seria responsável por negociar os veículos roubados.
Em depoimento, um dos menores apontou Akcel como participante do latrocinio de Marcio Rogério Carneiro e que ele teria, inclusive, mandado um vídeo da morte para outro integrante do grupo, que naquele dia não participou do crime.
Akcel Lopes Campos teve o mandado de prisão decretado pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, ainda em 2024, e foi preso na em uma ação conjunta entre a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, com o das equipes Delegacia de Juara, Delegacia de Juína e Núcleo de Inteligência da Pontes e Lacerda.
Lucas Ferreira da Silva foi condenado a 73 anos de reclusão pelos três latrocínios, ocultação de cadáver, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, corrupção de menores e associação criminosa. Keise Melissa Rodrigues Matos foi condenada a 10 anos de prisão pelos crimes de roubos majorados, associação criminosa e corrupção de menores.
O processo contra Akcel Lopes Campos foi desmembrado e suspenso até sua captura.





























