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GRUPO FOI CAPTURADO

“Policiais que deveriam proteger a sociedade ajudaram criminosos”, afirma delegado sobre assalto em agência bancária

Investigação revelou fuga planejada, apoio logístico em Rondônia e até participação de dois policiais militares

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O delegado Sued Dias, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), detalhou os desdobramentos da investigação que resultou na prisão de 13 pessoas envolvidas no assalto à agência bancária do Sicredi, ocorrido na última quinta-feira (31), no município de Brasnorte (580 km de Cuiabá). A ação, que inicialmente parecia mais uma típica ofensiva do “novo cangaço”, acabou se revelando um esquema criminoso com características locais, apoio logístico em outro estado e até a participação de dois policiais militares.

Segundo o delegado, os criminosos inicialmente deixaram a agência com reféns em direção a Juína, mas surpreenderam as forças de segurança ao libertar os reféns, abandonar a caminhonete Hilux usada na fuga e retornar para Brasnorte em um HB20. De volta à cidade, se esconderam no comércio de um dos suspeitos para dividir o dinheiro roubado, aproveitando a demora na chegada do reforço policial.

“Enquanto as forças de segurança se mobilizavam para fechar o cerco, o grupo já se preparava para fugir rumo ao estado de Rondônia, usando o mesmo HB20”, contou Sued. Uma aeronave do CIOPAer levou a equipe da GCCO até Brasnorte, e a movimentação do veículo já estava sendo monitorada.

Prisões em Vilhena (RO) 

Na sexta-feira (1º), a Polícia Civil dividiu esforços. Parte da equipe seguiu o rastro dos criminosos até Vilhena, em Rondônia, enquanto outra permaneceu em Brasnorte. Três dos suspeitos estavam hospedados no quarto 13 de um hotel, que havia sido reservado com o auxílio do recepcionista, posteriormente identificado como irmão de um dos criminosos. O quarto foi escolhido estrategicamente para facilitar a fuga caso houvesse intervenção policial.

Com a aproximação das equipes da polícia, o recepcionista avisou os criminosos, que fugiram para uma casa próxima. A residência, segundo o delegado, pertencia ao pai dos dois irmãos envolvidos. Todos foram localizados e presos, incluindo os dois responsáveis pelo roubo na agência, o motorista do HB20 e outro comparsa logístico. A ação terminou com seis presos em Vilhena.

Simultaneamente, a investigação continuava em Brasnorte. Lá, os agentes conseguiram identificar outros dois assaltantes que atuaram dentro da agência e também o motorista que havia usado um Ford Ka clonado para facilitar o roubo da Hilux. Esse carro foi encontrado incendiado nos fundos de um frigorífico da cidade. O suspeito também foi preso.

Participação de policiais militares

Um dos aspectos mais graves revelados pela investigação é que dois policiais militares estavam dando cobertura à ação criminosa. Imagens de segurança e informações levantadas pela GCCO mostram que os agentes estavam a menos de 100 metros da agência durante o roubo, mas não agiram.

“Infelizmente, ao invés de proteger a sociedade, eles atuaram a serviço do crime”, afirmou Sued. A prisão preventiva dos dois policiais já foi decretada, e eles estão detidos. As investigações seguem para apurar se há mais agentes de segurança envolvidos.

Apesar da ação ousada, o delegado explicou que o bando não se enquadra nas características do “novo cangaço”, grupo geralmente conhecido por forte poder de fogo e ações violentas. “O armamento utilizado era modesto, e a falta de experiência dos criminosos ficou evidente em diversas etapas da operação”, pontuou.

Inclusive, um dos envolvidos era correntista da própria agência assaltada, o que evidencia o perfil amador e regional do grupo, segundo a GCCO.

Investigações continuam

Ao todo, 13 pessoas foram presas até agora, entre executores diretos, apoiadores logísticos e colaboradores locais. A Polícia Civil acredita que novas prisões podem ocorrer nos próximos dias, à medida que os dados dos flagrantes e boletins forem consolidados.

“Esse resultado só foi possível graças ao trabalho conjunto das forças de segurança de Mato Grosso e Rondônia, com apoio do CIOPAer, da Core, da Delegacia Regional de Tangará da Serra e da Polícia Militar. Continuamos trabalhando para desmantelar completamente esse grupo”, concluiu o delegado Sued Dias.

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