O delegado da Polícia Civil de Sorriso, Bruno França, falou sobre a prisão do dono da distribuidora de bebidas onde Ivan Michel Bento, de 35 anos, foi esfaqueado e morto. Segundo ele, o homem foi o mandante do crime, motivado por vingança após descobrir que a esposa — uma médica ginecologista — mantinha um caso amoroso com a vítima.
“O dono do bar contratou um comparsa para matar o Ivan, que era amigo íntimo dele e estava tendo um caso com a esposa. Foi um crime passional, planejado. Não teve briga de bar, não teve legítima defesa. Essa versão foi inventada pra encobrir o assassinato”, disse o delegado.
Ivan foi atacado na madrugada do dia 22 de março dentro da distribuidora, no bairro Jardim Bela Vista, e ficou 22 dias internado. Morreu no dia 13 de abril, no Hospital Regional de Sorriso. A partir da morte, a polícia voltou a investigar o caso e desmontou toda a farsa montada pelo autor e pelo dono do bar.
França afirmou ainda que a médica usou sua posição para entrar no centro cirúrgico e apagar provas do celular da vítima. “Ela resetou o telefone do Ivan para apagar as mensagens que comprovavam o caso. Já admitiu isso em depoimento, mas nega ter participado do homicídio”, contou.
Câmeras de segurança mostram que, após o ataque, o dono do bar ficou por 1 minuto e 42 segundos com o autor das facadas dentro do local. “Isso mostra que eles estavam juntos e sabiam exatamente o que estavam fazendo. Não foi um ato isolado”, reforçou o delegado.
A médica responde por fraude processual. A polícia ainda apura se ela teve participação direta no assassinato. “Ela diz que foi tudo por conta do ciúmes do marido, mas a gente precisa esclarecer melhor esse envolvimento”, finalizou França.
O inquérito deve ser concluído nos próximos dias.




























