A maioria das vítimas de feminicídio, ano passado, em Mato Grosso, tinha concluído apenas o ensino fundamental. A informação consta no relatório das mortes violentas de mulheres e meninas por razões de gênero da Polícia Civil.
“Quando falamos sobre violência contra mulher, o que mais chama a atenção é o feminicídio, por que é o ato final, a conduta mais grave da violência, que causa impacto devastador não apenas nas mulheres vítimas, mas também em suas famílias, em seus filhos e filhas que ficam órfãos”, destacou no texto a Dr.ª Daniela Silveira Maidel, Delegada Geral da Polícia Civil em Mato Grosso.

Veja em detalhes
Durante o ano passado, 99 mortes violentas de mulheres foram registradas em Mato Grosso, sendo que 47 destes casos foram considerados feminicídios. Ou seja, crimes cometidos em razão da condição de gênero da mulher.
Do total de vítimas de feminicídio, 27 tinham apenas concluído o ensino fundamental. Este número representa 57% do total. Outras 12 vítimas (25%) tinham o ensino médio, cinco (11%) o ensino superior e três (6%) não informaram a escolaridade.
89 órfãos de feminicídios
O relatório traz ainda que 53% das vítimas tinham entre 30 e 49 anos; 32% tinham entre 18 e 29 anos; 6% tinham entre 50 e 59 anos; outras 6% tinham mais de 60 anos; e 2% tinham entre 12 e 17 anos.
Os crimes fizeram 89 órfãos do feminicídio, das quais, 17 deles eram filhos biológicos dos autores dos feminicídios. Quatro perderam também os pais, que cometeram suicídio após assassinarem suas companheiras ou ex-companheiras.
Assassinadas na frente dos filhos
Nove mulheres foram mortas na frente dos filhos, entre elas Gleiciane de Souza, 35 anos, assassinada na cidade de Jaciara, em setembro do ano passado. Antes de matá-la, o esposo a agrediu dentro de casa. Em seguida, a arrastou para a rua e fez vários disparos contra a vítima.
O crime foi cometido na frente dos filhos do casal, duas crianças de 8 e 9 anos de idade. O criminoso ainda ateou fogo no corpo da vítima.



























