O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) anunciou que não aceitará o convite do prefeito Abílio Brunini (PL) para assumir a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá. A decisão, segundo ele, foi motivada por um conjunto de fatores que incluem o respeito ao voto popular, a importância de manter a independência do seu mandato e a boa atuação do atual secretário, Amauri Ribeiro, com quem já trabalhou anteriormente na Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).
“Nem nos meus melhores sonhos imaginei receber um convite desses com apenas 30 anos e seis meses de mandato, ainda mais para a pasta com a maior fatia do orçamento. Mas entendo que não é o momento”, afirmou Monteiro, que ressaltou estar honrado, mas convicto de que seu papel neste momento é seguir no Legislativo.
Segundo ele, a política não deve girar em torno de nomes ou cargos, mas sim das necessidades reais da população. “A política não é sobre mim. É sobre a cidade”, disse.
Monteiro também destacou o trabalho que vem desenvolvendo como parlamentar, especialmente na área da educação. Ele relembrou que foi responsável por articular a adesão de Cuiabá ao programa Alfabetiza MT, uma das condições que impôs para apoiar Abílio no segundo turno das eleições. “Hoje Cuiabá está dentro do regime de colaboração com a Seduc graças à negociação que eu fiz”, destacou.
Apesar do convite para compor a gestão, Monteiro acredita que a função de secretário o colocaria em uma posição hierárquica que limitaria sua atuação crítica e autônoma. “No Executivo há hierarquia. No Legislativo, há independência. E é isso que me permite elogiar quando acerta e criticar quando necessário”, explicou.
Sobre a permanência de Amauri no cargo, Monteiro afirmou que não vê conflito. “Acredito que o prefeito buscava uma soma de forças ao me convidar, e tenho certeza de que a relação com o secretário Amauri permanece intacta. Ele mesmo aprovou meu nome e conhece meu trabalho.”
Monteiro reforçou ainda que foi eleito para ser vereador e, por respeito aos cuiabanos que o elegeram, não pretende se afastar tão cedo do cargo. “São apenas seis meses de mandato. Eu estava fora da vida pública e agora fui escolhido pelo povo. Não seria justo sair tão cedo”, concluiu.
Ele seguirá presidindo a Comissão de Educação da Câmara Municipal e promete continuar acompanhando de perto os rumos da pasta na capital.



























Bastante sensato.