O juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, da Vara Criminal de Barra do Garças (MT), revogou nesta quinta-feira (22) a prisão preventiva do advogado Tiago Ferreira de Morais, que estava preso desde 1º de março de 2024, há cerca de 447 dias, por acusação de pedofilia.
A decisão considerou que não se mantêm mais os fundamentos que justificaram a prisão preventiva, que havia sido decretada para garantir a ordem pública e a regularidade da instrução criminal. O magistrado entendeu que as medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal são suficientes no atual estágio do processo.
Com a decisão, o réu deverá cumprir as seguintes medidas:
- Comparecimento a todos os atos processuais;
- Manutenção de endereço e telefone atualizados;
- Não se envolver em novas infrações;
- E o uso de tornozeleira eletrônica pelo prazo de seis meses.
O juiz também determinou que Tiago seja imediatamente colocado em liberdade, caso não esteja preso por outro motivo. Ele será intimado sobre a data da próxima audiência no momento da soltura.
O processo tramita na comarca de Barra do Garças.
Motivo da prisão
Tiago Ferreira de Morais, foi preso em Confresa, na manhã de 23 de fevereiro de 2024, pela Polícia Federal durante a deflagração de uma operação contra a pedofilia.
Segundo informações da PF, o advogado é investigado por suposto envolvimento com pedofilia e durante cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa e escritório dele, os agentes encontraram materiais de pornografia infantil.
Devido ao encontrado, o suspeito foi preso em flagrante e depois teve a prisão convertida em preventiva.
























