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Fecomércio: Batata é vilã e deve puxar alta no preço da cesta básica

Alta do tubérculo xodó da mesa brasileira é de 11,44% nos últimos 7 dias

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Levantamentos da Fecomércio apontam que alguns itens na cesta básica têm registrado aumentos significativos, nos últimos 7 dias, em Cuiabá. Nesta semana, o quilo da batata atinge o valor de R$ 5,16, valor que representa uma alta de 11,44%, após a última semana apresentar o preço de R$ 4,63 o quilo.

O consumidor Joelson Conceição é um dos que afirma notar esse peso nas contas. “Eu tô percebendo sempre, que tá tendo sempre um aumentinho. A batata subiu, o tomate subiu, o tomate também explodiu de preço. Aí o que a gente faz, a gente tenta substituir, muitas vezes tem coisa que não dá, aí você tem que pegar e levar, mas comprar menos porque a situação não tá fácil”, afirmou Joelson.

Para o superintendente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Igor Cunha, o encerramento da colheita em lavouras do estado pode ser um fator que implica na redução da oferta da batata e, com isso, no aumento do preço. “Nós tivemos aqui uma interrupção da safra, ela acabou já tem um mês e meio, e era para iniciar a entressafra, só que houve um atraso, devido aos fatores climáticos, ou seja, eu tenho menos produtos e menos oferta. E quando você tem menos produto no mercado, a demanda aumenta e consequentemente, sobe o preço. Então a batata subiu quase 10%”, contou o gestor.

Mas esse não é o único motivo. Cunha conta que outros fatores econômicos também influenciam o preço, como aumento do INPC, o índice que mede a inflação mensal, que acumula alta de 4,87% nos últimos 12 meses. “A gente tá passando por um momento tão difícil, o INPC subindo, a taxa selic subindo e a inflação lá em cima. O fator sensível é a cesta básica”, concluiu Igor.

Apesar da alta da batata, que se consolidou como a grande vilã em Cuiabá, a Cesta Básica teve redução na segunda semana de abril, registrando valor médio de R$ 837,26, com uma leve retração de 0,17%, mas já indica novo aumento. A Fecomércio alerta para os valores mais altos registrados desde o início das pesquisas, que podem influenciar o padrão de consumo das famílias. “Casa vez mais a cesta básica chega na mesa da população cuiabana como um desafio, se a pessoa tem uma renda familiar de um salário mínimo. Hoje a cesta básica, após a leve retração de 0,17%, mas esta semana ela já está batendo R$ 845, a tendência é aumentar ainda mais. Entre os principais vilões, que toda semana estão subindo, temos a carne, que toda semana tá subindo, temos o café, temos a farinha que, por ser importada, com o dólar muito caro, ela é muito cara, a batata, o tomate, são os principais vilões”, detalhou o superintendente da Fecomercio.

Outro consumidor, o Wilson Soares, confirmou a sensação de aumento constante. “Eu vejo que as coisas estão muito caras, eu tenho feito compras e tenho me assombrado com os valores. Eu não sei como que as coisas chegam num ponto desse”, afirmou o cidadão.

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