Marilene Souza da Silva, vítima de sequestro, no Distrito da Guia, em Cuiabá, na tarde dessa quinta-feira (20), relatou momentos de tensão vividos como alvo de facas, nas mãos de Roberto, o sequestrador.
Marilene contou que o homem chegou dizendo que só queria ser preso e não faria mal a ela e relatou ainda que teve calma e tentou passar o mesmo ao sequestrador. “Eu perguntei se ele queria algo, disse pra levar o que quisesse. Mas ele falou que não queria nada, só queria ser preso, porque ele estava sendo perseguido e seria morto. Então eu comecei a acalmar ele, que ele ficasse tranquilo, que eu iria ajudar ele no que ele precisasse, que ele estava seguro e ninguém iria entrar pra fazer mal a ele”, contou a vítima que confessou ainda um pedido que fez ao criminoso.
“Eu só pedia que ele também me mantivesse em segurança, com meu filho, que ele não fizesse nada de mal pra nós”, contou Marilene.
Segundo a vítima, o homem teria relatado ainda que tentou fugir de ônibus, mas não conseguiu entrar no coletivo. Depois teria tentado se esconder em outra casa, mas estava com muitas pessoas, quando decidiu pela residência dela, que aparentava estar vazia. Ela fala ainda dos pedidos do homem pela presença da equipe do SBT Cuiabá.
“Ele falou que queria ser preso, sim, mas se chamasse a Polícia ele iria ser morto. Então, o tempo todo ele falava que queria a equipe do SBT aqui e aí eu comecei a achar estranho o fato de ele citar o nome do repórter Arthur Garcia e citar a emissora”, detalhou.
A partir desse momento, a vítima ligou para a recepcionista do SBT Cuiabá, Evellyn Yasmim Boaventura, que acionou a PM e começou a conversar com a produtora, Simone Milanetti, que rapidamente entendeu o que acontecia e manteve o contato com as equipes de reportagem do SBT, que eram exigidas pelo sequestrador, tentando manter calmos a vítima e o homem, que gritava ao telefone.
A tensão vivida na sede do SBT
A recepcionista, Evellyn Boaventura, quem primeiro falou com a vítima e com o sequestrador, disse que primeiro acharam que era uma espécie de trote, mas rapidamente percebeu a verdade e relatou o que sentiu no momento em que entendeu o que estava acontecendo. “Eu fiquei desesperada, eu ouvi choro de criança, eu fiquei desesperada e foi aí que eu disse: ‘isso não é trote, é de verdade'”, disse a profissional que entendeu do que se tratava e acionou a equipe de jornalismo pra continuar o trabalho.
Produtora do SBT Cuiabá, Simone Milanetti, contou que o repórter Arthur Garcia, mesmo fora de horário resolveu ir até o local e ao ver viaturas do BOPE passando, garantiu que havia, sim, algo sério e alertou ainda mais as equipes. Simone também trouxe detalhes de como foi estar nessa frente de atendimento a uma vítima de sequestro e o algoz do crime, que pelo jornalismo trouxe adrenalina, mas pela empatia e sentimento de mãe, trouxe sensações difíceis. “Ele gritou comigo, mas eu fiquei nervosa por ela, porque ela falou que estava com o filho de 6 anos, e eu também sou mãe e só pensava ‘meu Deus, cuida dessa criança’, aí comecei a tentar passar calma pra ela e também pra ele, pra ficarem tranquilos que o Arthur estava chegando e que ele ia conseguir o que queria”, explicou detalhadamente a profissional.


























