Levantamento da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso aponta que o acusado de assassinar com 34 facadas a produtora rural Raquel Cattani, de 26 anos, tinha extensa ficha criminal. Rodrigo Xavier, ex-cunhado da vítima, tinha diversas passagens por furtos e outros crimes, além de ter sido usuário de entorpecentes no passado.
O governador Mauro Mendes, além de descartar hoje a rapidez na investigação e esclarecimento do assassinato, cobrou mais uma vez a necessidade da mudança na legislação para aplicação de leis mais duras e eficientes, de forma a punir com veemência os criminosos.
“Enquanto o Congresso Nacional não tomar providências contra essas leis frouxas, o Governo de Mato Grosso vai continuar investindo nas nossas forças da Segurança, através da qualificação e tecnologia para que esses bravos profissionais minimizem o efeito disso e assim possam dar mais segurança ao povo mato-grossense”, destacou Mendes.
Em entrevista ao SBT Comunidade, nesta quinta-feira (25), o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, César Roveri, destacou que todos os crimes de feminicídio registrados no Estado foram solucionados. Para ele, o problema, portanto, está na falta de uma punição mais rígida.
“O nosso trabalho tem sido cumprido. Mas porque o crime continua acontecendo, e vários outros crimes? Precisamos, sim, ter uma legislação mais dura. As pessoas têm que ter medo e receio de cometer crime”, frisou Roveri, acrescentando que o executor do crime também tinha passagens por receptação, falsidade ideologia, e associação par ao tráfico de drogas.
Objetos da vítima na casa do acusado
Segundo as investigações, Rodrigo matou a ex-cunhada a mando do irmão. Ambos foram presos ontem à noite, em flagrante, pelo homicídio qualificado, e foram encaminhados para interrogatório em Nova Mutum.
Rodrigo foi localizado pelas equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos e da Regional de Nova Mutum na cidade de Lucas do Rio Verde.
Na casa dele foram achados diversos pertences de Raquel, como frascos de perfume, um aparelho de som, um cinto, um porta-celular e uma faca.
Para a polícia, Rodrigo furtou os objetos para simular um latrocínio e tentar embaraçar as investigações.





























