O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, César Roveri, narrou, com detalhes à equipe do SBT Comunidade, como foi desvendado o crime de feminicídio da produtora rural Raquel Cattani. O ex-marido da vítima, Romero Xavier, que foi a boates, saiu para beber, almoçou com o ex-sogro e, inclusive, chorou na frente dos familiares da vítima (assista no final da matéria), foi preso como mandante do crime, apesar da produção exacerbada de álibi. O suspeito não foi detido logo após o assassinato, mas continuou sendo investigado e o Cattani, segundo o secretário, não precisou ser orientado a manter o ex-genro por perto.
“A investigação não se deixou levar pela emoção. […] Era um momento difícil para a família. Como iriam imaginar que o pai dos dois netos mandou executar a ex-esposa, é inconcebível pessoas de bem imaginar isso. […] Chega a ser inacreditável o que a gente presenciou”, disse o secretário, sobre não orientar o deputado.
O ex-marido de Raquel, apontando como mandante, e o irmão dele, o executor do crime, Rodrigo Xavier, foram presos ontem à noite, em flagrante, pelo homicídio qualificado.
A jovem, de 26 anos, foi assassinada com 34 golpes de faca na última sexta-feira (19). Um dia antes, Romero fez todo um planejamento sórdido do crime.
O secretário informou, em entrevista à repórter Marcela Vasconcelos, que na última quinta-feira (18), o ex-marido foi à comunidade, levou o irmão dele, o deixou próximo à residência e teve um dia normal com a família.
No final do dia, levou os filhos do casal para Tapurah, onde fez churrasco, tirou fotos mesmo com pessoas com quem não tinha proximidade e foi a boates para tentar ludibriar a polícia.
No dia do velório, Romero chorou pela morte de Raquel, como se não fosse o mandante do crime. “Ele teve um comportamento cínico e conviveu com a família [da vítima] até o dia da prisão”, frisou o secretário.
O mandante também prestou depoimento voluntariamente, cedeu o celular para ser periciado e foi à Politec para colher material genético.
Apesar de tentar maquiar o crime, o mandante não imaginou que o seu comportamento atípico e o excesso de produção de álibi conduzissem as equipes à linha investigativa de feminicídio.
“Foi um trabalho incansável para prender o autor e o mandante do crime. Os dois delegados e toda a equipe de inteligência não se deixaram levar pela maquiagem e fizeram uma investigação série e profunda”, ressaltou o secretário ao SBT Cuiabá.
O relatório final sobre o caso, segundo o secretário, será entregue à Justiça, com adição de provas da Politec.





























