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NO SBT COMUNIDADE

Parentes sobre suspeito de matar o filho com tiro na nuca: “Sempre foi um homem violento com a família”

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Familiares do jovem assassinado com um tiro na nuca, em Cotriguaçu, no noroeste de Mato Grosso, concederam entrevista ao repórter Serginho Lapada, durante o SBT Comunidade desta terça-feira (23), sobre toda a situação envolvendo tanto a morte de Rafael Campos Barbosa Nakamura, de 23 anos, quanto sobre abusos que o principal suspeito, o próprio pai, já cometia contra a família.

Daniel Nakamura, irmão da vítima, falou sobre o choque em receber a informação da morte do irmão. Ele contou também sobre a postura do próprio pai. “Do meu pai, eu nunca duvidei da capacidade dele, sempre foi agressor, sempre foi um homem violento com a família”, lamentou o jovem, que disse já esperar algo desse tipo, mas não tão cedo.

Sobre a postura do próprio irmão, Daniel detalhou o perfil de Rafael. “Sempre foi trabalhador, humilde, honesto. Dá pra contar as vezes que eles respondeu por motivo de revolta, quando meu pai passava dos limites. Sempre foi um menino bom, honesto, um menino de ouro”, defendeu o irmão.

Juliana, outra irmã e a responsável por denunciar o pai, também falou sobre o irmão assassinado. “Meu irmão morreu como um herói. Ele sempre lutava pela liberdade e a liberdade que ele lutava, era pela família também. Ele queria ver a mãe bem, parar de sofrer as agressões, ameaças e tudo o que passava”, descreveu a irmã.

Outros familiares também foram ouvidos pelo repórter Serginho Lapada, do SBT Comunidade.

Entenda o caso

O pai que atirou propositalmente contra o filho na semana passada, em Cotriguaçu, no noroeste de Mato Grosso, passa agora a responder por homicídio qualificado consumado diante da morte da vítima, ocorrida nessa segunda-feira (22.07), em um hospital em Cuiabá.

Rafael Campos Barbosa Nakamura, de 23 anos, teve morte encefálica constatada na tarde desta segunda-feira. Ele foi atingido por um disparo feito pelo próprio pai, no dia 16 de julho. A vítima foi socorrida a Juína em estado gravíssimo, com um disparo na nuca e lesão na testa, sendo depois transferida para Cuiabá, onde estava em uma unidade de tratamento intensivo.

As diligências realizadas pelas Delegacias da Polícia Civil de Colniza e de Cotriguaçu descartaram a hipótese de que o disparo contra o jovem tenha sido acidental.

Os policiais apuraram, ainda, que o investigado apresentava um histórico de agressões contra a família.

Nas diligências realizadas pela Polícia Civil, a ocorrência foi tratada inicialmente como um acidente. Contudo, depoimentos colhidos na investigação e análise de provas materiais apontaram que o disparo feito pelo pai contra o filho foi proposital.

S.P.B., de 45 anos, se apresentou à unidade da Polícia Militar do Distrito de Nova União no dia do crime, entregou a arma e alegou que o disparo teria ocorrido acidentalmente, durante uma discussão com o filho. Na ocasião, ele foi detido em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

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