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POLÍTICA

Júlio Campos defende privatização do DAE de VG: “ainda não consegui fazer a cabeça dos dirigentes”

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Há anos Várzea Grande enfrenta um cenário crítico no que diz respeito ao serviço de água e esgoto, com infraestrutura obsoleta e a falta de investimento adequado, que têm resultado em registros recorrentes de interrupções no abastecimento, além de outros problemas. Sobre o assunto, o deputado Júlio Campos (União) defendeu, em entrevista ao SBT Comunidade, a privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de VG.

Conforme o político, o desafio de lidar com o aumento populacional agrava ainda mais essa situação, colocando uma pressão adicional sobre um sistema já fragilizado. Para ele, é urgente que a privatização seja implementada para revitalizar e modernizar a infraestrutura, bem como para aprimorar a gestão e manutenção dos serviços de água e esgoto.

“A cidade vive momentos difíceis de falta de água e com pouca rede de esgoto. O DAE de Várzea Grande agora resolvendo parte do abastecimento tem que cuidar também do esgoto e eu não vejo possibilidade do Departamento de Água e Esgoto de VG, com sua arrecadação pequena e a própria receita de Várzea Grande, que não é um município que arrecada muito, tenha condição de resolver o problema”, frisou Campos.

O deputado cita como exemplo a privatização do serviço na capital. “Nada melhor do que no momento que está agora consolidado, porque não privatizar, porque não fazer como Cuiabá fez anos atrás, quando privatizou o abastecimento de água e esgoto da cidade?”, questionou.

Campos aponta que seja contratado o serviço do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou da Caixa Econômica Federal para a formatação de privatização do DAE. “E que se coloque no mercado as ações do DAE, na bolsa de valores, e uma grande empresa, como foi a Águas de Cuiabá, assuma o serviço de abastecimento de água e faça a rede de esgoto em toda a cidade. Não seria dado, mas, sim, vendido para outra empresa. Essa é minha tese, mas, infelizmente, até agora não consegui fazer a cabeça dos atuais dirigentes para que esse fato possa ocorrer”.

Em Várzea Grande, é frequente que os moradores relatem problemas, que vão desde interrupções no abastecimento de água até a ineficiência no tratamento de esgoto. Para Campos, como o DAE não tem recursos suficientes para as obras necessárias, apontou como único caminho a privatização.

“O investimento de mais de R$ 50 milhões pela Prefeitura através do DAE para construção de novos terminais de fornecimento de água, estação de captação, distribuição de rede, resolve pelo menos grande parte do gravíssimo problema. Mas Várzea Grande tem 315 mil habitantes, e cresceu desenfreadamente com uma população de pouca renda. A ineficiência do DAE, falta de planejamento nesse período de crescimento exagerado da cidade, e criação de bairros sem regularização fundiária mais pesada, a cidade vive momentos difíceis de falta de água e com pouca rede de esgoto”, finalizou Campos.

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